sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cap 6 - A Noite

Os dias desde a reunião se passaram e finalmente chegara sete de agosto, data do lançamento da Kisses na França.
Crisângela esteve presente o tempo todo e depois voltou no mesmo dia para Nova Iorque de jatinho, afinal haveria uma mega festa como comemoração.
As oito da noite, a enorme manção usada como salão de eventos e alugada pela empresa já se enchia de gente. O local estava todo decorado da forma que Diego havia dito: Muitos enfeites rosa, pista de dança no estilo discoteca, passarela para desfiles de moda e iluminação a lasers. Todos que chegavam eram ricos, bem vestidos e importantes.
Enquanto a amiga não chegava, Cláudia era quem servia de anfitriã. Ela se apresentava bastante preocupada com a demora de Crisângela:
- Onde aquela mulher está? - Perguntou para Diego.
- Você conhece a Crisângela. São no mínimo quatro horas para se arrumar. - Respondeu Diego.
- Tem razão, mas é que eu não sou boa anfitriã, e além do mais, a festa já está lotada, hora perfeita para ela chegar. - Disse Cláudia.
- Relaxa, tá tudo indo como os conformes. As pessoas estão adorando. - Disse Diego.
- É, realmente nem se compara com os eventos do Frânces! - Disse Cláudia.
- E nós podemos chamar aquelas coisas de evento?! - Perguntou Diego ironicamente.
- (risos) - Cláudia.
- (risos) - Diego.
Durante o tempo em que Cláudia e Diego conversavam, Eduardo, Fábio e Camila chegaram. Camila usava um belo vestido justo na cor verde claro com paetês. Os outros dois vestiam blasers sofisticados com camisa de linho e calça jeans:
- Bem, é isso. Chegamos a la fiesta. - Disse Fábio.
- Cara, não fala espanhol não, por favor! - Disse Eduardo.
- (risos). Mas sério, está tudo tão lindo! - Disse Camila admirada.
- Inclusive você! Seu vestido é bem bonito. - Disse Eduardo sem malicia alguma.
- Ah, obrigada. Eu tinha que me igualar a essa gente de alguma forma, então que seja pelo vestido! - Retribuiu Camila ao elogio.
- Nossa, esse lugar é demais. Bebida do melhor tipo, música do melhor tipo e mulheres do melhor tipo! - Comemorou Fábio.
- É, mesmo assim não me sinto a vontade aqui. Preferia não ter vindo. - Disse Eduardo.
- Edu sem essa vai! Dane-se todas essas pessoas ricas, podemos nos divertir sozinhos! - Disse Camila.
- Eu posso até deixá-los um pouco a sós e ir proucurar alguma madame solteira. - Disse Fábio.
- Não precisa! - Disse Eduardo dando uma indireta para o amigo.
- É Fábio, fique conosco! - Disse Camila, na verdade querendo o contrário.
- Ok, ok. - Disse Fábio.
- Olha, desfiles de moda! - Exclamou Camila.
Ela saiu arrastando Fábio e Eduardo até a passarela e quando chegaram perto, observaram uma modelo desfilar usando apenas um micro short e um corpete:
- Aquilo é uma roupa íntima ou uma roupa normal? - Perguntou Eduardo espantado.
- Depende do ponto de vista de cada um. - Respondeu Camila.
- Nem quero saber seu ponto de vista! - Disse Eduardo.
- Dãr, óbvio que é uma roupa normal! - Disse Camila.
Antes que pudessem continuar a conversa, Cláudia pegou o microfone e fez um anúncio:
- Olá senhores convidados. É com muito prazer que nós da equipe Kisses estamos aqui hoje. Isso por causa da nossa nova filial na França, que foi aberta com sucesso.
Portanto, dêem boa noite a grande responsável de tudo: Crisângela Torres. -
Naquele momento, Crisângela apareceu no topo da escadaria que se localizava no centro do salão. Ela estava extremamente linda e deslumbrante, usando um vestido rosa justo nos seios e soltinho no resto do corpo (perfeito para dançar). Seus cabelos loiros brilhavam junto de uma tiara de diamantes e seu rosto parecia mais delineado do que nunca.
Ao olhar para as escadas, Eduardo ficou paralisado de encantamento. Era um olhar fixo, de paixão.
- Ual, como consegue ser tão bonita?! - Pensou alto.
- Disse Algo? - Perguntou Fábio.
- Hãm? O que? Ah, não é nada. - Disse Eduardo.
Ao perceber a expressão de Eduardo, Camila sentiu um leve ciúme e disse:
- Se eu fosse dona de uma grife de moda, também estaria sempre impecável. -
Conforme Crisângela ia descendo os degraus, procurava os convidados desejados (lê-se Eduardo), mas foi apenas no último degrau que ela o viu. Cláudia seguiu o olhar da amiga e o encontrou também.
- Porque aqueles três estão aqui? - Perguntou Cláudia desconfiada.
- Eu não sei! Não era para eles estarem aqui. Vai abaixar o nível da festa! - Respondeu Crisângela rapidamente.
- Como assim não sabe?! Não foi VOCÊ quem fez a lista de convidados?! - Perguntou Cláudia novamente desconfiada.
- É, ...Pode até ser, mas...mas... - Ia dizendo Crisângela.
- ...Mas o que? - Insistiu Cláudia.
- Mas, a culpa é de quem está na entrada checando os convidados! É, é isso! - Disse Crisângela aliviada por encontrado uma saída.
- Ok, então terei que punir essa pessoa! - Concluiu Cláudia.
- Exatamente! - Disse Crisângela sem nenhum remorso.
- Agora que tal nos divertimos? - Perguntou Cláudia.
- Certo. - Respondeu Crisângela.
As duas foram para a pista de dança na mesma hora em que Camila passou por elas.
Crisângela começou a farejar o ar como se fosse um cachorro até que Cláudia a interrompeu:
- Amiga, o que você está fazendo? Tá parecendo uma cadela! -
- Sinto cheiro de perfume barato! - Respondeu.
- Ah que seja, ...Ah, minha nossa! - Disse Cláudia.
- O que foi? - Perguntou Crisângela.
- É hora da valsa! Não se lembra? - Disse Cláudia.
- Verdade. Bem agora que eu iria procurar o... - Disse Crisângela.
- Procurar quem? - Perguntou Cláudia.
- O...Diego! Para dançar com ele! - Disse Crisângela.
- Ah é claro! - Disse Cláudia.
Crisângela subiu à passarela dos desfiles e anunciou o ínicio da valsa. Quando a música começou, ela fez par com o Diego, porém tinha o plano de ir dançando pelo salão até encontrar Eduardo, nem que para isso precisasse trocar de par várias vezes.
Já Eduardo, fez par com Camila e fingia dançar normalmente, entretanto procurava muito por Crisângela. Ao enxergá-la e perceber o que fazia, ele resolveu imitá-la.
Duas pessoas tentando se achar por meio da valsa. Romântico?! Não, patético.
Quando finalmente se encontraram:
- Você! - Disse Eduardo com uma voz alegre.
- Você! - Disse Crisângela, também alegre.
- Não que eu quisesse te encontrar. - Disse Eduardo tentando disfarçar.
- É, nem eu queria te encontrar! - Disse Crisângela também disfarçando.
- Mesmo eu não querendo, quer dançar? - Perguntou Eduardo.
- Eu não quero, mas tudo bem! - Respondeu Crisângela.
Os dois começaram a dançar juntos, mas a dança era muito entediante:
- Nossa, que chato! - Suspirou Eduardo.
- Não gosta de valsa? - Perguntou Crisângela.
- Não! - Respondeu Eduardo.
- Nem eu! - Declarou Crisângela.
- Então porque começou a festa com uma? - Perguntou Eduardo sem entender.
- Sugestão do Diego. - Respondeu Crisângela.
- Diego é aquele bonitão com quem você dançou primeiro? - Perguntou Eduardo.
- Ele é lindo né?! E é muito a fim de mim! - Disse Crisângela para provocar.
- Ah é?! Não acho ele nada de mais. - Disse Eduardo um pouco enciumado.
- Eu acho, ao contrário daquela garota que está te acompanhando hoje. - Disse Crisângela.
- A Camila?! Ela é ótima e gosta de mim! - Disse Eduardo provocando.
- Se concentra na dança vai! - Disse Crisângela.
- Impossível me concentrar nessa coisa tão chata. - Disse Eduardo.
- Você tem razão! Odeio admitir isso mas é verdade, olha a cara de ''quero sair daqui'' no rosto das outras pessoas! - Disse Crisângela.
- Quer que eu te mostre como animar essa... - Ia dizendo Eduardo.
- Bagaça?! - Perguntou Crisângela.
- Exatamente! - Respondeu Eduardo.
- Duvido! - Disse Crisângela desafiando.
Naquela hora, Eduardo gritou e pediu para que o dj trocasse a valsa por uma música de discoteca. As luzes se apagaram e o ambiente foi iluminado apenas pelos lasers. Todos pararam de dançar para olhar o que estava acontecendo.
Eduardo começou a dançar e pediu para que Crisângela o acompanhasse.
- Ah não, não! - Ela disse.
- Vamos! - Disse Eduardo.
- Ai, tá bom! - Disse Crisângela.
Dito isso, os dois começaram a dançar freneticamente enquanto os outros só olhavam. Era uma dança energizante, com ritmo, ginga e batida. Os passos eram empolgantes, animavam só de ver. Mesmo sendo uma coreografia solta, sem corpos colados, tanto Eduardo quanto Crisângela, sentiam o outro. Ele se fascinava ao ver o belo corpo dela gingando e ela se encantava com o suor correndo pelo o rosto másculo dele. Sem perceber, eles haviam se apaixonado de fato naquele momento.
Depois de alguns refrões, Crisângela chamou mais gente para dançar, começando pela Cláudia, assim como Eduardo, que começou chamando Fábio. Assim, em menos de um minuto depois, o salão inteiro já estava dançando, dando a oportunidade dele levar ela para um lugar mais reservado.
Eles foram para o lado de fora da grande manção, aonde havia um lago com alguns arbustos a redor.
- A onde estamos indo? - Perguntou Crisângela.
- Olhar as estrelas. - Respondeu Eduardo.
- Queridinho, eu posso me olhar no espelho sabia?! - Insinuou Crisângela.
- Ah, fala sério! Senta logo vai! - Disse Eduardo se sentando na grama.
- Eu me sentar na grama?! Nem pensar! - Disse Crisângela.
- Como você se aguenta?! Senta aí vai! - Disse Eduardo.
- Não vou me sentar na grama! Não insista! E além do mais, que idiotice é perder tempo olhando para o céu! - Disse Crisângela.
- Olha só, eu estou sentado e você está em pé de vestido. Se a senhorita não sentar agora, eu vou ver que cor é sua calcinha! - Ameaçou Eduardo.
- Até parece! - Disse Crisângela desacreditando em Eduardo.
- Não estou mentindo! - Disse Eduardo com uma expressão séria.
Crisângela se sentou rapidamente.
Enquanto isso, Cláudia percebeu que algo de errado acontecia e foi espionar o que Crisângela e Eduardo faziam, assim como Fábio, que fez a mesma coisa.
Continuando:
- Nossa não é que as estrelas realmente são bonitas! - Disse Crisângela.
- Nunca parou para observar as estrelas? - Perguntou Eduardo.
- Já, quando eu era criança, mas tinha me esquecido. - Respondeu Crisângela.
- Sabe, o dinheiro não é tudo no mundo. Há várias coisas legais que se pode fazer sem ele. - Disse Eduardo.
- Duvido. Impossível se divertir sem gastar nada ou então muito pouco. - Disse Crisângela.
- Ah é, ...Para te provar que está errada, te convido a ir ao parque, no próximo domingo. - Disse Eduardo.
- Parque?! Aquele lugar cheio de mato e insetos?! Não entendo porque as pessoas frequentam essas bagaças. - Disse Crisângela.
- Vai entender se aceitar o meu convite! - Disse Eduardo.
- Ok, mas não vai ser um encontro. - Disse Crisângela.
- Certo, assim como isso não vai ser um beijo. - Disse Eduardo.
Os dois se aproximaram até os lábios se encontrarem, e deram um belo beijo digno de cinema, em frente as estrelas.
Eles continuaram se beijando apaixonadamente sem perceber que seus amigos os observavam.
- Então ele é seu amigo? - Perguntou Cláudia.
- Sim, e ela é sua amiga? - Perguntou Fábio.
- Sim. - Respondeu Cláudia.
- Interessante, porém eu não gosto da ideia desses dois juntos. - Disse Fábio.
- Nem eu, é por isso que estou aqui, olhando eles. Esse cara não serve para a Crisângela, ela é muito mais rica do que ele. - Disse Cláudia.
- Pois é. - Disse Fábio.
- Mesmo assim, vão ter um encontro.Vão ao parque, eca. - Disse Cláudia.
- É, acabei de ouvir, e agora eles estão se beijando. Sabe, a gente pode impedir que algum relacionamento maluco aconteça. - Disse Fábio.
- Como? - Perguntou Cláudia.
- Podemos ir ao parque também e assim como hoje, ver o que se passa, para depois armarmos algo para separá-los. - Disse Fábio.
- Ótimo, entretanto, vale lembrar que é só pelo bem da minha amiga. - Afirmou Cláudia.
- Claro, eu só vou fazer isso pelo bem do Eduardo. - Disse Fábio.
- Ah, então o nome dele é Eduardo. - Disse Cláudia.
- Bem, até domingo! - Disse Fábio.
- Até, e sabe, mesmo não sendo rico, você é legal. - Disse Cláudia jogando um charminho.
- É, você também. - Disse Fábio retribuindo ao charme.
Em meio a isso, Crisângela e Eduardo continuavam a se beijar. A essa altura os dois já estavam deitados e Crisângela nem se importava mais com a grama ou com qualquer outra coisa. Porém, quando perceberam que seus amigos os observavam, Eduardo falou:
- Acho melhor sairmos daqui. -
- Verdade, mas não quero voltar para a festa. - Disse Crisângela.
- E se fossemos para algum outro lugar, onde realmente ficássemos em particular. - Propôs Eduardo.
- Perfeito. - Disse Crisângela.
Sendo assim, eles foram para o piso superior da manção, onde havia uma pequena sala com uma escrivaninha, um sofá e um banco. Ao entrarem, Eduardo trancou a porta e começou a beijar Crisângela. Eles se deitaram no sofá e retomaram os beijos, até que ela tirou a camisa dele e disse:
- Isso não significa que eu gosto de você. -
- De forma alguma. - Respondeu Eduardo.
Os amaços continuaram da forma mais intensa o possível, fazendo com que Crisângela tirasse o resto da roupa de Eduardo e Eduardo tirasse o vestido de Crisângela. Tudo o que aconteceu depois até o dia seguinte, ficou só entre eles.

2 comentários:

  1. Aaaaaaaaaah, eu to gostando! Tinha dado uma sumida por causa das provas, mas to de volta. :)
    Posta maaaais, beeeijos!

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