terça-feira, 23 de junho de 2009

Cap 2 - O Dia das Compras

No dia seguinte tudo permaneceu como de costume, e Crisângela e Cláudia estavam no andar dos estilistas:
- Que ideias você tem para a coleção de primavera? - Perguntou Crisângela a um deles.
- Flores, muitas flores! Vestidos floridos, acessórios com flores... - Ele estava dizendo.
- ...Para! Flores na primavera! Que original! - Disse Crisângela num tom bastante sarcástico.
Todos se calaram naquele momento.
- Ah, amiga, acho que é melhor nós irmos indo agora, temos muito trabalho ao longo do dia. - Disse Cláudia a fim de intermediar a situação.
- Tem razão! E quando eu voltar aqui, quero ver algo realmente bom. - Disse Crisângela.
- Parece que os estilistas de hoje estão cada vez menos esforçados. - Cochichou Cláudia no ouvido da amiga.
- (risos) - Crisângela.
Ao chegar no terceiro andar, Crisângela desabafou:
- To cansada, é todo dia a mesma coisa! Até parece que eu sou pobre! Sem falar na minha beleza que se prejudica com o estresse! -
- Você é a patroa, faça o que quiser! - Sugeriu Diego enquanto passava por ela.
- É amiga, você não precisa trabalhar como gente comum! - Disse Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Vou tirar o resto do dia para almoçar no Lamboja, aquele restaurante indiano elegantérrimo que fica no shopping, e depois, para aproveitar que estarei lá mesmo, farei algumas muitas comprinhas! E você vai comigo Cláudia! - Disse Crisângela com uma voz animada.
- Eu adoro ser sua melhor amiga! (risos) - Disse Cláudia.
- Eu sei - Disse Crisângela, se achando como de costume.
As duas desceram ao térreo, pegaram as chaves do conversível de Crisângela e logo começaram a saída divertida. Assim que entraram no carro, colocaram o som no último volume e começaram a ouvir toxic de Britney Spears.
Durante todo o caminho, as duas foram ouvindo a música se divertindo, dançando e cantando, inclusive Crisângela que estava dirigindo. Elas nem se importavam, mas estavam atrapalhando todo o trânsito.
Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you Know that you're toxic?
Crisângela e Cláudia chegram ao shopping inteiras e muito alegres após terem feito uma mini festinha no carro, enquanto o trânsito de Nova Iorque estava um caos total.
Sem saber, elas haviam ido ao mesmo shopping em que trabalhavam Eduardo e Fábio.
As duas almoçaram e depois seguiram para a melhor parte (para quem é rico, é claro!): as compras!
Compraram de tudo (inclusive o que não precisavam!), blusas, vestidos, calças, botas, joias, sandálias, perfumes, bolsas, relógios e tudo mais que você pode ou não imaginar. Depois passaram na filial da Kisses, para ver como andavam as coisas.
Ao sair da loja, as duas estavam distraídas, conversando com um monte de sacolas nas mãos. Foi quando Crisângela se trombou com Eduardo, que estava em horário de alomoço conversando com Fábio e um copo vazio de sorvete na mão.
Os dois se esbarraram e foi motivo suficiente para começar uma briga.
- Ai me desculpe, eu sou meio desastrado mesmo. - Disse Eduardo.
- Quem você pensa que é para esbarrar em mim?! - Perguntou Crisângela.
- Nossa! Eu já pedi desculpas! - Disse Eduardo.
- Não é questão de pedir desculpas, e sim de ter esbarrado em mim! - Disse Crisângela
- Mas não fui eu que esbarrei em você, nós dois esbarramos juntos! - Justificou Eduardo.
- Ah ta, mas e se o sorvete tivesse caído em mim? Oque você iria fazer? - Perguntou Crisângela.
- Mas não tinha sorvete nenhum no copo! Está vendo? - Disse Eduardo, mostrando o copo vazio.
- Mas e se tivesse? Teria caído na minha roupa, e você supostamente não teria dinheiro para comprar outro vestido desse! - Disse Crisângela após olhar para o crachá de trabalho de Eduardo.
- Mas não tem sorvete nenhum!!! Para de discutir por coisa que não existe! - Disse Eduardo, ja vermelho de tanta irritação.
Enquanto isso, Cláudia e Fábio faziam sinais de que seus amigos não eram muito normais e jogavam um charminho ao outro ao mesmo tempo.
Eduardo olha para o lado e vê na Kisses um cartaz de Crisângela.
- Ah, entendi o porque de tanta arrogância! Só podia ser a patricinha da Crisângela Torres. - Disse Eduardo.
- Com muito orgulho sou eu mesma! E a propósito, melhor ser patricinha do que um pobretão como você! - Disse Crisângela.
- Eu não sou pobretão! E olha como fala comigo! - Disse Eduardo.
- Não é pobretão mas trabalha no shopping! - Disse Crisângela.
- E o que tem de mais em trabalhar no shopping? Se liga, você não passa de uma mulher fútil que só liga para o próprio cabelo! - Disse Eduardo.
- E você que não é rico? - Perguntou Crisãngela.
- Ah, vai se... - Disse Eduardo.
Nessa hora, Cláudia e Fábio perceberam que a discussão estava tomando outro rumo e interromperam a briga.
- Vamos amiga, a gente tem que voltar para a empresa. - Disse Cláudia.
- E nós para o trabalho. - Disse Fábio.
Então os dois se separaram e voltaram a fazer o que estavam fazendo antes.
Duas horas depois e ainda no shopping:
- Como aquele cara teve coragem de falar comigo daquele jeito? - Perguntou Crisângela.
- Aff, ja se passaram duas horas e você ainda está pensando nisso? - Respondeu Cláudia.
- É que nunca ninguém falou comigo daquele jeito! - Disse Crisângela.
- Desencana, ele é só um qualquer. - Disse Cláudia.
- Mas é que... - Ia dizendo Crisângela.
- ...Amiga! To começando a achar que você está pensando demais nele. - Interrompeu Cláudia.
- Eu não! Ta louca?! Não vou perder meu tempo precioso pensando num pobre como ele! - Disse Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Já passamos o dia inteiro aqui, vamos embora! - Disse Crisângela.
- Tem razão! Vamos embora vai. - Disse Cláudia.
Enquanto isso, na agência de turismo:
- Não imaginava que Crisângela Torres fosse tão ''intocável'', que chegasse a aquele ponto! - Disse Eduardo.
- Nossa! Não vai me falar que você ainda está pensando nela? Já se passaram duas horas! - Disse Fábio.
- Mas é que ela me deixa nervoso, com aquele nariz empinado! - Exclamou Eduardo.
- Aquilo é plástica. - Disse Fábio.
- Você entendeu o que eu disse! - Disse Eduardo olhando com uma cara feia ao amigo.
- O que eu quero dizer é que é para você esquecer isso. Quer dizer, já se passaram duas horas e foi só um esbarrão. Deixa isso para lá! - Disse Fábio.
- Ah, quer saber de uma coisa? Você está certo, deixa isso para lá. - Disse Eduardo.
- E por sorte, o nosso expediente já acabou. - Disse Fábio.
- Vamos logo embora vai! - Disse Eduardo se apressando.
Eduardo e Fábio foram para suas casas, hoje um pouco mais cedo.
Enquanto isso, Crisângela e Cláudia chegavam novamente à empresa para pegarem seus carros e irem embora.
- Hoje foi um ótimo dia! Não foi amiga? - Perguntou Cláudia.
- Quase ótimo você quiz dizer. - Respondeu Crisângela.
- Não começa Crisângela Torres! - Disse Cláudia.
- Ta bom, ta bom! Foi um ótimo dia! Está bom para você agora? - Perguntou Crisângela.
- Melhorou. - Disse Cláudia.
- (risos) - Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
-Até amanhã, ...ClauClau! - Disse Crisângela.
- ClauClau? De onde você desenterrou esse nome? - Perguntou Cláudia.
- Da faculdade. Lembra? - Perguntou Crisângela.
- Infelizmente lembro. Eu odiava esse nome. Aliás, odeio. - Disse Cláudia.
- Mas eu não! - Disse Crisângela enquanto ria.
- Até amanhã para você também. - Disse Cláudia meio injuriada.
- Até. - Respondeu Crisãngela.
Nisso, as duas entraram em seus carros e foram para casa.
Crisângela, apesar de não saber o motivo ao certo continuava pensando em Eduardo, assim como ele continuava pensando nela.
Ela chegou em sua mansão rosa, jantou, tomou banho, colocou seu pijama rosa e estava vendo tv em seu quarto abraçada com sua cachorrinha chamada Pig.
- Ai Pig, hoje eu trombei num cara (que não era rico) e a gente discutiu, e tipo, agora eu não consigo parar de pensar nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig incrivelmente se comunicando com sua dona.
- O que? Você acha que eu encontrei algo de especial nele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig.
- Será? hum, ...Acho que não, exceto pelo fato de ninguém nunca ter falado comigo da jeito que ele falou. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não foi isso que fez eu ficar pensando nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Perguntou Pig.
- O nome dele é Eduardo, estava no crachá. Mas porque você quer saber o nome dele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig com toda a certeza do mundo.
- Pig, você ta maluca? Eu não estou gostando do tal Eduardo. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não to não! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Já falei que não estou! - Disse Crisângela.
- Sabe Pig, ás vezes você me irrita profundamente! - Disse Crisângela enquanto se levantava e pegava Pig no colo.
Crisângela, com um pouco de raiva jogou Pig pela janela. Alguns segundos depois ouviram-se uns grunhidos e Crisângela percebeu o que fez.
- Oh my God! Eu joguei minha cadelinha pela janela! - Disse Crisângela assustada.
- Mamãe vai te salvar! - Gritou Crisângela desesperada.
Ela saiu correndo de pijama, gritando e chorando, com medo de que algo tivesse acontecido com a Pig. Nisso, os empregados acordaram assustados e saíram correndo para ver oque estava acontecendo.
Crisângela chegou ao local do onde estava sua cachorrinha e logo atrás chegaram seus empregados.
- Pig! Pig! Fala comigo Pig, por favor! - Gritava Crisângela desesperada.
- Me desculpa Pig, agora acorda vai, não deixa sua mãe assim! - Gritava Crisângela.
- Me diz que você está viva! Por favor, me diz isso! - Gritava Crisângela.
- Faça qualquer coisa, mas não entre na luz! - Disse Crisângela enquanto recolhia a Pig.
- Me desculpa bebê, me desculpa! - Disse Crisângela em uma última tentativa.
De repente, Crisângela recebe uma lambida no rosto, sinal de que Pig estava viva.
Ela levanta a cadela e grita:
- Está viva! Está viva! Está viva! -
Sem entender nada, os empregados perguntam:
- Mas afinal o que aconteceu? -
-Essa doida jogou a própria cachorra pela janela! - Exclamou a vizinha da casa ao lado.
Os empregados se olharam assustados e Crisângela disse:
- É, pode até ser, ...Mas já está tudo bem agora. -
- Não seria melhor levar Pig ao veterinário? - Perguntou Jerse.
- Não! Ela está muito bem agora! - Disse Crisângela voltando para dentro de casa.
- Se precisar de algo mais é só chamar. - Disse Sarah.
- Não precisarei. - Disse Crisângela.
Após isso, as coisas se acalmaram e todos voltaram a dormir.

5 comentários:

  1. duas palavras : eu amei *-*

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  2. "- Mas é que ela me deixa nervoso, com aquele nariz empinado! - Exclamou Eduardo.
    - Aquilo é plástica. - Disse Fábio.
    - Você entendeu o que eu disse! "
    PAOKSPOAKSOPAK', adoreeei!
    posta mais loogo.
    beijos. :*

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  3. gente obrigada sério, esse comentários positivos me motivam muito!

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