quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cap 3 - Uma Viagem Não Faz Mal

No dia seguinte, Crisângela acordou e decidiu que tinha que fazer algo em relação a Eduardo, então ela pensou no dia anterior e percebeu que o uniforme dele era da agência de turismo do shopping, o que significava que ele trabalhava lá.
- Acho que preciso de uma viagem! - Disse Crisângela enquanto se arrumava.
- Hum, ...Talvez um cruzeiro! Bem elegante de preferência, onde só pessoas do meu nível viajam. - Continuou.
- E a agência de turismo perfeita para isso é por acaso a do shopping que eu fui ontem com a Cláudia. - Disse Crisângela na verdade não por acaso.
Ela terminou de se arrumar, e desceu para tomar seu café. Estava extremamente feliz, se sentido esperta e anciosa para a viagem (ou seria para encontrar Eduardo?!).
Enquanto tomava seu café Crisângela pediu para ligarem o rádio:
- O rádio?! Mas a patroa detesta qualquer tipo de som pela manhã! - Disse Sarah para Demetria em um baixo tom de voz.
- Se ela quer, liga! - Disse Demetria.
- Deixa que eu ligo. - Disse Jerse já ligando o rádio.
A música começou a tocar e logo Crisângela ordenou para que ficasse sozinha.
Ela estava extasiada, e logo começou a sentir o ritmo afetando seu corpo. Seus braços e cabeça começaram a se mover, seguido pelo tronco e pernas. Se levantou e começou a dançar como se estivesse em uma boate. Não sendo suficiente e não contendo a animação, subiu em cima da mesa dançando loucamente e gritando:
- Uhul, poderosa!! -
Logo os empregados foram ver o que estava acontecendo e se chocaram ao olhar uma loira dançando em cima de uma mesa de café da manhã. Quando Crisângela percebeu que a observavam, parou imediatamente.
- Estão olhando o que? Super normal uma pessoa dançar em cima de uma mesa! - Disse Crisângela.
- Não dissemos nada! - Disse Demetria.
- Ótimo, ja estou de saída mesmo! - Disse Crisângela.
Dito isso, Crisângela foi para o trabalho.
Na hora do almoço:
- Acho que hoje irei almoçar novamente no shopping. - Disse Crisângela.
- Quer que eu vá com você amiga? - Perguntou Cláudia.
- Não! Você tem muito trabalho para fazer! - Exclamou Crisângela.
- Na verdade eu to livre! - Disse Cláudia.
- Então arruma algo para faze. - Disse Crisângela.
- Era mais fácil você falar que queria ir sozinha! Eu ia entender. - Disse Cláudia.
- De qaulquer forma, eu já estou indo. Tchauzinho! - Disse Crisângela.
Ao chegar no shopping, Crisângela foi direto a agência e coincidentemente (ou não), se dirigiu à mesa de atendimento onde ficava Eduardo.
- Olá. Eu gostaria de fazer um cruzeiro bem elegante pelos mares da Europa! Mas tem que ser algo de extrema classe, assim como eu! - Disse Crisângela se achando.
- Claro! Veremos o que temos para a senhorita. - Disse Eduardo apenas fazendo seu trabalho.
Os dois não tinham se visto ainda pois estavam com a tela do computador entre eles, mas após ouvirem a voz do outro se surpreenderam.
Eles olharam pelos lados do computador, porém lados opostos. Depois um olhou por cima do monitor e outro por baixo, mas nada de se verem. Uma situação patética. Finalmente se levantaram e puderam ver quem estava bem na sua frente:
- Oh my God! É você! - Disse Crisângela com a mão na frente da boca como se estivesse surpresa.
- Ah, vejamos se não é a ''adorável'' Crisângela Torres! (ironia) - Disse Eduardo.
- Você sabe que sou eu! - Disse Crisângela.
- Pois é. Felicidade... (novamente ironia). - Disse Eduardo.
- Continua seu trabalho vai! - Resmungou Crisângela.
Enquanto isso, Fábio observava a cena e se perguntava o que estava acontecendo.
Continuando:
- Mas é claro!!! Então é um cruzeiro pelos mares da Europa né? - Perguntou Eduardo.
- É sim, um cruzeiro no qual você não pode pagar. - Disse Crisângela.
- Eu sei disso, mas se quer saber de uma coisa, é meu horário de almoço. - Disse Eduardo já retirando do local.
- Hei, espera aí, você não pode me abandonar aqui! - Reclamou Crisângela.
- Então vem comigo! - Respondeu Eduardo.
E ela foi. Quando ele olhou para o lado ela estava mesmo ali. Os dois acabaram almoçando juntos.
Durante o almoço, conversavam. Ele perguntava como era a vidinha rica e chata dela e ela perguntava como era a vida dele sem diamantes. Assim foi o dialogo entre os dois, mostrando que já se gostavam, mesmo sem querer.
Ao terminarem, se levantaram e se aproximaram ao ponto de poderem sentir o cheiro um do outro. O desejo veio à tona, queimando a pele e esquentando o clima, porém não queriam, não podiam.
Sendo assim, seguiram seus caminhos. Crisângela para um lado e Eduardo para o outro, mas não resistiram e olharam para trás, dando um leve sorrisinho cada.

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