Nos dias que se seguiram, tanto ela quanto ele começaram a apresentar comportamentos estranhos.
Cláudia percebia que sua amiga andava meio aérea, abobalhada e um pouco confusa, assim como Fábio, que também notava o jeito incomum de seu amigo.
Na Kisses, sala da Crisângela:
- Amiga!! - Disse Cláudia alegremente.
- Olá! Mas porque toda essa alegria hoje? - Perguntou Crisângela um pouco desconfiada.
- Ah, você que deve estar feliz, não é mesmo? - Perguntou Cláudia.
- E porque eu estaria feliz? Não que eu tenha que estar triste mas... - Disse Crisângela.
- Parece que você anda gostando de alguém! É o Diego?! Eu sabia que você não iria resistir! - Interrompeu Cláudia.
- Hã, Diego? - Perguntou Crisângela.
- É claro né?! Quem mais seria? Sem falar que qual mulher não quer um homem rico, bonito e sedutor como ele?!
- A questão é que eu não quero nenhum homem! Você sabe o que eu penso sobre o amor, relacionamentos, etc. - Disse Crisângela secamente.
- É, eu sei, ....Mas vai dizer que nunca pensou nem um pouquinho em ter um príncipe encantado! - Disse Cláudia.
- Não, nunca pensei, e sabe o porque?! Príncipes encantados não existem. Assim como o amor. É tudo uma ilusão. - Disse Crisângela.
- Será? - Perguntou Cláudia.
- Cláudia! É claro que é! Com o amor, as pessoas pensam que estão felizes, mas depois de um tempo elas são apunhaladas pelas costas. São ou abandonadas, ou traídas, ou enganadas ou então morrem. O amor só serve para quem quer ser magoado. É por isso que eu não me apaixono por ninguém, porque eu sei que no final cairei nas garras do amor. - Disse Crisângela.
- Bem, é a sua opinião. - Disse Cláudia.
- Pois é! Homens para mim é sinônimo de alguns jantares com presentinhos, noites de prazer carnal e só. Talvez um dia eu tenha isso com o Diego, mas com certeza não vai ser por eu gostar dele. - Concluiu Crisângela.
- Tudo bem então, eu só perguntei já que percebi que você andava um pouco estranha. - Disse Cláudia.
- Relaxa amiga! Não se preocupe comigo ok?! Não estou estranha. - Disse Crisângela.
- Na verdade... está sim, desde aquele dia em que foi sozinha ao shopping, lembra? O que será que você foi fazer lá? (ironia) - Perguntou Cláudia ensinuando algo.
- Olha! Já viu que horas são? - Perguntou Crisângela afim de acabar com aquela conversa.
- Não. - Respondeu Cláudia.
- Hora de trabalhar! - Disse Crisângela.
- Fazer o que?! Bye Bye! - Disse Cláudia se retirando meio desconfiada.
Após isso tudo seguiu de forma normal na empresa.
Enquanto na agência de turismo:
- Então, quem é a mulher de sorte? - Perguntou Fábio à Eduardo.
- Mulher de sorte? - Perguntou Eduardo.
- É, aquela por quem você está apaixonado! - Respondeu Fábio.
- Sua imaginação anda um pouco fértil, não acha? - Disse Eduardo.
- Ah, fala sério. Ultimamente seus olhos andam brilhando, você está todo atrapalhado, derrubando tudo, os pensamentos em sei lá aonde ...Daqui a pouco vai começar a assistir novela mexicana! (risos) - Disse Fábio.
- (risos) - Eduardo.
- Fala logo quem é! Hum, Camila? Se for, escolheu bem e ela está na sua, aproveita! - Disse Fábio.
- Não é a Camila! - Exclamou Eduardo.
- É quem então? Crisângela Torres?! - Insinuou Fábio.
Eduardo se engasgou com a própria saliva e disse:
- Está louco! -
- É óbvio que não estou louco! Não fui eu que almocei com ela outro dia! - Disse Fábio com uma voz séria.
- Anda prestando atenção com quem eu almoço? - Perguntou Eduardo.
- E como eu não iria prestar?! Trabalhamos juntos lembra?! Qualquer um pôde te ver saindo no meio do expediente e indo almoçar com ela! - Disse Fábio.
- Você viu como a Crisângela era chata no dia do esbarrão, não viu? - Disse Eduardo.
- Ok, ok. Me desculpe. - Disse Fábio.
- Eu sei que estou um pouco diferente ultimamente, mas, ainda não é uma paixão (será que não?!). Quando for, meu melhor amigo será o primeiro, a saber. - Disse Eduardo.
- Ou seja, eu! - Disse Fábio.
- Exatamente, mas por enquanto sem especulações. - Disse Eduardo em uma voz séria.
Eles voltaram a trabalhar e mais um dia terminou como de costume.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Comunicado.
Gente, eu sei que hoje eu deveria estar postando o quarto capítulo, mas queria muito agradecer a todos vocês que estão acompanhando a história. Obrigada mesmo. Os comentários, o apoio e até mesmo as críticas estão sendo muito gratificantes para mim. Só o fato de estarem lendo essa web já me deixa muito feliz.
Gostaria também de deixar o link da comunidade caso alguém ainda não tenha:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91259002
Lá vocês podem comentar melhor, dar sugestões, ideias, etc.
Quanto a alguns errinhos de português cometidos no texto, eles já foram corrigidos e aconteceram por causa da escrita rápida, e também porque o corretor do blog não os identificou. Tomarei mais cuidado na hora de postar.
Acho que era só isso, mais uma vez obrigada.
Gostaria também de deixar o link da comunidade caso alguém ainda não tenha:
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Lá vocês podem comentar melhor, dar sugestões, ideias, etc.
Quanto a alguns errinhos de português cometidos no texto, eles já foram corrigidos e aconteceram por causa da escrita rápida, e também porque o corretor do blog não os identificou. Tomarei mais cuidado na hora de postar.
Acho que era só isso, mais uma vez obrigada.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Cap 3 - Uma Viagem Não Faz Mal
No dia seguinte, Crisângela acordou e decidiu que tinha que fazer algo em relação a Eduardo, então ela pensou no dia anterior e percebeu que o uniforme dele era da agência de turismo do shopping, o que significava que ele trabalhava lá.
- Acho que preciso de uma viagem! - Disse Crisângela enquanto se arrumava.
- Hum, ...Talvez um cruzeiro! Bem elegante de preferência, onde só pessoas do meu nível viajam. - Continuou.
- E a agência de turismo perfeita para isso é por acaso a do shopping que eu fui ontem com a Cláudia. - Disse Crisângela na verdade não por acaso.
Ela terminou de se arrumar, e desceu para tomar seu café. Estava extremamente feliz, se sentido esperta e anciosa para a viagem (ou seria para encontrar Eduardo?!).
Enquanto tomava seu café Crisângela pediu para ligarem o rádio:
- O rádio?! Mas a patroa detesta qualquer tipo de som pela manhã! - Disse Sarah para Demetria em um baixo tom de voz.
- Se ela quer, liga! - Disse Demetria.
- Deixa que eu ligo. - Disse Jerse já ligando o rádio.
A música começou a tocar e logo Crisângela ordenou para que ficasse sozinha.
Ela estava extasiada, e logo começou a sentir o ritmo afetando seu corpo. Seus braços e cabeça começaram a se mover, seguido pelo tronco e pernas. Se levantou e começou a dançar como se estivesse em uma boate. Não sendo suficiente e não contendo a animação, subiu em cima da mesa dançando loucamente e gritando:
- Uhul, poderosa!! -
Logo os empregados foram ver o que estava acontecendo e se chocaram ao olhar uma loira dançando em cima de uma mesa de café da manhã. Quando Crisângela percebeu que a observavam, parou imediatamente.
- Estão olhando o que? Super normal uma pessoa dançar em cima de uma mesa! - Disse Crisângela.
- Não dissemos nada! - Disse Demetria.
- Ótimo, ja estou de saída mesmo! - Disse Crisângela.
Dito isso, Crisângela foi para o trabalho.
Na hora do almoço:
- Acho que hoje irei almoçar novamente no shopping. - Disse Crisângela.
- Quer que eu vá com você amiga? - Perguntou Cláudia.
- Não! Você tem muito trabalho para fazer! - Exclamou Crisângela.
- Na verdade eu to livre! - Disse Cláudia.
- Então arruma algo para faze. - Disse Crisângela.
- Era mais fácil você falar que queria ir sozinha! Eu ia entender. - Disse Cláudia.
- De qaulquer forma, eu já estou indo. Tchauzinho! - Disse Crisângela.
Ao chegar no shopping, Crisângela foi direto a agência e coincidentemente (ou não), se dirigiu à mesa de atendimento onde ficava Eduardo.
- Olá. Eu gostaria de fazer um cruzeiro bem elegante pelos mares da Europa! Mas tem que ser algo de extrema classe, assim como eu! - Disse Crisângela se achando.
- Claro! Veremos o que temos para a senhorita. - Disse Eduardo apenas fazendo seu trabalho.
Os dois não tinham se visto ainda pois estavam com a tela do computador entre eles, mas após ouvirem a voz do outro se surpreenderam.
Eles olharam pelos lados do computador, porém lados opostos. Depois um olhou por cima do monitor e outro por baixo, mas nada de se verem. Uma situação patética. Finalmente se levantaram e puderam ver quem estava bem na sua frente:
- Oh my God! É você! - Disse Crisângela com a mão na frente da boca como se estivesse surpresa.
- Ah, vejamos se não é a ''adorável'' Crisângela Torres! (ironia) - Disse Eduardo.
- Você sabe que sou eu! - Disse Crisângela.
- Pois é. Felicidade... (novamente ironia). - Disse Eduardo.
- Continua seu trabalho vai! - Resmungou Crisângela.
Enquanto isso, Fábio observava a cena e se perguntava o que estava acontecendo.
Continuando:
- Mas é claro!!! Então é um cruzeiro pelos mares da Europa né? - Perguntou Eduardo.
- É sim, um cruzeiro no qual você não pode pagar. - Disse Crisângela.
- Eu sei disso, mas se quer saber de uma coisa, é meu horário de almoço. - Disse Eduardo já retirando do local.
- Hei, espera aí, você não pode me abandonar aqui! - Reclamou Crisângela.
- Então vem comigo! - Respondeu Eduardo.
E ela foi. Quando ele olhou para o lado ela estava mesmo ali. Os dois acabaram almoçando juntos.
Durante o almoço, conversavam. Ele perguntava como era a vidinha rica e chata dela e ela perguntava como era a vida dele sem diamantes. Assim foi o dialogo entre os dois, mostrando que já se gostavam, mesmo sem querer.
Ao terminarem, se levantaram e se aproximaram ao ponto de poderem sentir o cheiro um do outro. O desejo veio à tona, queimando a pele e esquentando o clima, porém não queriam, não podiam.
Sendo assim, seguiram seus caminhos. Crisângela para um lado e Eduardo para o outro, mas não resistiram e olharam para trás, dando um leve sorrisinho cada.
- Acho que preciso de uma viagem! - Disse Crisângela enquanto se arrumava.
- Hum, ...Talvez um cruzeiro! Bem elegante de preferência, onde só pessoas do meu nível viajam. - Continuou.
- E a agência de turismo perfeita para isso é por acaso a do shopping que eu fui ontem com a Cláudia. - Disse Crisângela na verdade não por acaso.
Ela terminou de se arrumar, e desceu para tomar seu café. Estava extremamente feliz, se sentido esperta e anciosa para a viagem (ou seria para encontrar Eduardo?!).
Enquanto tomava seu café Crisângela pediu para ligarem o rádio:
- O rádio?! Mas a patroa detesta qualquer tipo de som pela manhã! - Disse Sarah para Demetria em um baixo tom de voz.
- Se ela quer, liga! - Disse Demetria.
- Deixa que eu ligo. - Disse Jerse já ligando o rádio.
A música começou a tocar e logo Crisângela ordenou para que ficasse sozinha.
Ela estava extasiada, e logo começou a sentir o ritmo afetando seu corpo. Seus braços e cabeça começaram a se mover, seguido pelo tronco e pernas. Se levantou e começou a dançar como se estivesse em uma boate. Não sendo suficiente e não contendo a animação, subiu em cima da mesa dançando loucamente e gritando:
- Uhul, poderosa!! -
Logo os empregados foram ver o que estava acontecendo e se chocaram ao olhar uma loira dançando em cima de uma mesa de café da manhã. Quando Crisângela percebeu que a observavam, parou imediatamente.
- Estão olhando o que? Super normal uma pessoa dançar em cima de uma mesa! - Disse Crisângela.
- Não dissemos nada! - Disse Demetria.
- Ótimo, ja estou de saída mesmo! - Disse Crisângela.
Dito isso, Crisângela foi para o trabalho.
Na hora do almoço:
- Acho que hoje irei almoçar novamente no shopping. - Disse Crisângela.
- Quer que eu vá com você amiga? - Perguntou Cláudia.
- Não! Você tem muito trabalho para fazer! - Exclamou Crisângela.
- Na verdade eu to livre! - Disse Cláudia.
- Então arruma algo para faze. - Disse Crisângela.
- Era mais fácil você falar que queria ir sozinha! Eu ia entender. - Disse Cláudia.
- De qaulquer forma, eu já estou indo. Tchauzinho! - Disse Crisângela.
Ao chegar no shopping, Crisângela foi direto a agência e coincidentemente (ou não), se dirigiu à mesa de atendimento onde ficava Eduardo.
- Olá. Eu gostaria de fazer um cruzeiro bem elegante pelos mares da Europa! Mas tem que ser algo de extrema classe, assim como eu! - Disse Crisângela se achando.
- Claro! Veremos o que temos para a senhorita. - Disse Eduardo apenas fazendo seu trabalho.
Os dois não tinham se visto ainda pois estavam com a tela do computador entre eles, mas após ouvirem a voz do outro se surpreenderam.
Eles olharam pelos lados do computador, porém lados opostos. Depois um olhou por cima do monitor e outro por baixo, mas nada de se verem. Uma situação patética. Finalmente se levantaram e puderam ver quem estava bem na sua frente:
- Oh my God! É você! - Disse Crisângela com a mão na frente da boca como se estivesse surpresa.
- Ah, vejamos se não é a ''adorável'' Crisângela Torres! (ironia) - Disse Eduardo.
- Você sabe que sou eu! - Disse Crisângela.
- Pois é. Felicidade... (novamente ironia). - Disse Eduardo.
- Continua seu trabalho vai! - Resmungou Crisângela.
Enquanto isso, Fábio observava a cena e se perguntava o que estava acontecendo.
Continuando:
- Mas é claro!!! Então é um cruzeiro pelos mares da Europa né? - Perguntou Eduardo.
- É sim, um cruzeiro no qual você não pode pagar. - Disse Crisângela.
- Eu sei disso, mas se quer saber de uma coisa, é meu horário de almoço. - Disse Eduardo já retirando do local.
- Hei, espera aí, você não pode me abandonar aqui! - Reclamou Crisângela.
- Então vem comigo! - Respondeu Eduardo.
E ela foi. Quando ele olhou para o lado ela estava mesmo ali. Os dois acabaram almoçando juntos.
Durante o almoço, conversavam. Ele perguntava como era a vidinha rica e chata dela e ela perguntava como era a vida dele sem diamantes. Assim foi o dialogo entre os dois, mostrando que já se gostavam, mesmo sem querer.
Ao terminarem, se levantaram e se aproximaram ao ponto de poderem sentir o cheiro um do outro. O desejo veio à tona, queimando a pele e esquentando o clima, porém não queriam, não podiam.
Sendo assim, seguiram seus caminhos. Crisângela para um lado e Eduardo para o outro, mas não resistiram e olharam para trás, dando um leve sorrisinho cada.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Cap 2 - O Dia das Compras
No dia seguinte tudo permaneceu como de costume, e Crisângela e Cláudia estavam no andar dos estilistas:
- Que ideias você tem para a coleção de primavera? - Perguntou Crisângela a um deles.
- Flores, muitas flores! Vestidos floridos, acessórios com flores... - Ele estava dizendo.
- ...Para! Flores na primavera! Que original! - Disse Crisângela num tom bastante sarcástico.
Todos se calaram naquele momento.
- Ah, amiga, acho que é melhor nós irmos indo agora, temos muito trabalho ao longo do dia. - Disse Cláudia a fim de intermediar a situação.
- Tem razão! E quando eu voltar aqui, quero ver algo realmente bom. - Disse Crisângela.
- Parece que os estilistas de hoje estão cada vez menos esforçados. - Cochichou Cláudia no ouvido da amiga.
- (risos) - Crisângela.
Ao chegar no terceiro andar, Crisângela desabafou:
- To cansada, é todo dia a mesma coisa! Até parece que eu sou pobre! Sem falar na minha beleza que se prejudica com o estresse! -
- Você é a patroa, faça o que quiser! - Sugeriu Diego enquanto passava por ela.
- É amiga, você não precisa trabalhar como gente comum! - Disse Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Vou tirar o resto do dia para almoçar no Lamboja, aquele restaurante indiano elegantérrimo que fica no shopping, e depois, para aproveitar que estarei lá mesmo, farei algumas muitas comprinhas! E você vai comigo Cláudia! - Disse Crisângela com uma voz animada.
- Eu adoro ser sua melhor amiga! (risos) - Disse Cláudia.
- Eu sei - Disse Crisângela, se achando como de costume.
As duas desceram ao térreo, pegaram as chaves do conversível de Crisângela e logo começaram a saída divertida. Assim que entraram no carro, colocaram o som no último volume e começaram a ouvir toxic de Britney Spears.
Durante todo o caminho, as duas foram ouvindo a música se divertindo, dançando e cantando, inclusive Crisângela que estava dirigindo. Elas nem se importavam, mas estavam atrapalhando todo o trânsito.
- Que ideias você tem para a coleção de primavera? - Perguntou Crisângela a um deles.
- Flores, muitas flores! Vestidos floridos, acessórios com flores... - Ele estava dizendo.
- ...Para! Flores na primavera! Que original! - Disse Crisângela num tom bastante sarcástico.
Todos se calaram naquele momento.
- Ah, amiga, acho que é melhor nós irmos indo agora, temos muito trabalho ao longo do dia. - Disse Cláudia a fim de intermediar a situação.
- Tem razão! E quando eu voltar aqui, quero ver algo realmente bom. - Disse Crisângela.
- Parece que os estilistas de hoje estão cada vez menos esforçados. - Cochichou Cláudia no ouvido da amiga.
- (risos) - Crisângela.
Ao chegar no terceiro andar, Crisângela desabafou:
- To cansada, é todo dia a mesma coisa! Até parece que eu sou pobre! Sem falar na minha beleza que se prejudica com o estresse! -
- Você é a patroa, faça o que quiser! - Sugeriu Diego enquanto passava por ela.
- É amiga, você não precisa trabalhar como gente comum! - Disse Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Vou tirar o resto do dia para almoçar no Lamboja, aquele restaurante indiano elegantérrimo que fica no shopping, e depois, para aproveitar que estarei lá mesmo, farei algumas muitas comprinhas! E você vai comigo Cláudia! - Disse Crisângela com uma voz animada.
- Eu adoro ser sua melhor amiga! (risos) - Disse Cláudia.
- Eu sei - Disse Crisângela, se achando como de costume.
As duas desceram ao térreo, pegaram as chaves do conversível de Crisângela e logo começaram a saída divertida. Assim que entraram no carro, colocaram o som no último volume e começaram a ouvir toxic de Britney Spears.
Durante todo o caminho, as duas foram ouvindo a música se divertindo, dançando e cantando, inclusive Crisângela que estava dirigindo. Elas nem se importavam, mas estavam atrapalhando todo o trânsito.
Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you Know that you're toxic?
Crisângela e Cláudia chegram ao shopping inteiras e muito alegres após terem feito uma mini festinha no carro, enquanto o trânsito de Nova Iorque estava um caos total.
Sem saber, elas haviam ido ao mesmo shopping em que trabalhavam Eduardo e Fábio.
As duas almoçaram e depois seguiram para a melhor parte (para quem é rico, é claro!): as compras!
Compraram de tudo (inclusive o que não precisavam!), blusas, vestidos, calças, botas, joias, sandálias, perfumes, bolsas, relógios e tudo mais que você pode ou não imaginar. Depois passaram na filial da Kisses, para ver como andavam as coisas.
Ao sair da loja, as duas estavam distraídas, conversando com um monte de sacolas nas mãos. Foi quando Crisângela se trombou com Eduardo, que estava em horário de alomoço conversando com Fábio e um copo vazio de sorvete na mão.
Os dois se esbarraram e foi motivo suficiente para começar uma briga.
- Ai me desculpe, eu sou meio desastrado mesmo. - Disse Eduardo.
- Quem você pensa que é para esbarrar em mim?! - Perguntou Crisângela.
- Nossa! Eu já pedi desculpas! - Disse Eduardo.
- Não é questão de pedir desculpas, e sim de ter esbarrado em mim! - Disse Crisângela
- Mas não fui eu que esbarrei em você, nós dois esbarramos juntos! - Justificou Eduardo.
- Ah ta, mas e se o sorvete tivesse caído em mim? Oque você iria fazer? - Perguntou Crisângela.
- Mas não tinha sorvete nenhum no copo! Está vendo? - Disse Eduardo, mostrando o copo vazio.
- Mas e se tivesse? Teria caído na minha roupa, e você supostamente não teria dinheiro para comprar outro vestido desse! - Disse Crisângela após olhar para o crachá de trabalho de Eduardo.
- Mas não tem sorvete nenhum!!! Para de discutir por coisa que não existe! - Disse Eduardo, ja vermelho de tanta irritação.
Enquanto isso, Cláudia e Fábio faziam sinais de que seus amigos não eram muito normais e jogavam um charminho ao outro ao mesmo tempo.
Eduardo olha para o lado e vê na Kisses um cartaz de Crisângela.
- Ah, entendi o porque de tanta arrogância! Só podia ser a patricinha da Crisângela Torres. - Disse Eduardo.
- Com muito orgulho sou eu mesma! E a propósito, melhor ser patricinha do que um pobretão como você! - Disse Crisângela.
- Eu não sou pobretão! E olha como fala comigo! - Disse Eduardo.
- Não é pobretão mas trabalha no shopping! - Disse Crisângela.
- E o que tem de mais em trabalhar no shopping? Se liga, você não passa de uma mulher fútil que só liga para o próprio cabelo! - Disse Eduardo.
- E você que não é rico? - Perguntou Crisãngela.
- Ah, vai se... - Disse Eduardo.
Nessa hora, Cláudia e Fábio perceberam que a discussão estava tomando outro rumo e interromperam a briga.
- Vamos amiga, a gente tem que voltar para a empresa. - Disse Cláudia.
- E nós para o trabalho. - Disse Fábio.
Então os dois se separaram e voltaram a fazer o que estavam fazendo antes.
Duas horas depois e ainda no shopping:
- Como aquele cara teve coragem de falar comigo daquele jeito? - Perguntou Crisângela.
- Aff, ja se passaram duas horas e você ainda está pensando nisso? - Respondeu Cláudia.
- É que nunca ninguém falou comigo daquele jeito! - Disse Crisângela.
- Desencana, ele é só um qualquer. - Disse Cláudia.
- Mas é que... - Ia dizendo Crisângela.
- ...Amiga! To começando a achar que você está pensando demais nele. - Interrompeu Cláudia.
- Eu não! Ta louca?! Não vou perder meu tempo precioso pensando num pobre como ele! - Disse Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Já passamos o dia inteiro aqui, vamos embora! - Disse Crisângela.
- Tem razão! Vamos embora vai. - Disse Cláudia.
Enquanto isso, na agência de turismo:
- Não imaginava que Crisângela Torres fosse tão ''intocável'', que chegasse a aquele ponto! - Disse Eduardo.
- Nossa! Não vai me falar que você ainda está pensando nela? Já se passaram duas horas! - Disse Fábio.
- Mas é que ela me deixa nervoso, com aquele nariz empinado! - Exclamou Eduardo.
- Aquilo é plástica. - Disse Fábio.
- Você entendeu o que eu disse! - Disse Eduardo olhando com uma cara feia ao amigo.
- O que eu quero dizer é que é para você esquecer isso. Quer dizer, já se passaram duas horas e foi só um esbarrão. Deixa isso para lá! - Disse Fábio.
- Ah, quer saber de uma coisa? Você está certo, deixa isso para lá. - Disse Eduardo.
- E por sorte, o nosso expediente já acabou. - Disse Fábio.
- Vamos logo embora vai! - Disse Eduardo se apressando.
Eduardo e Fábio foram para suas casas, hoje um pouco mais cedo.
Enquanto isso, Crisângela e Cláudia chegavam novamente à empresa para pegarem seus carros e irem embora.
- Hoje foi um ótimo dia! Não foi amiga? - Perguntou Cláudia.
- Quase ótimo você quiz dizer. - Respondeu Crisângela.
- Não começa Crisângela Torres! - Disse Cláudia.
- Ta bom, ta bom! Foi um ótimo dia! Está bom para você agora? - Perguntou Crisângela.
- Melhorou. - Disse Cláudia.
- (risos) - Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
-Até amanhã, ...ClauClau! - Disse Crisângela.
- ClauClau? De onde você desenterrou esse nome? - Perguntou Cláudia.
- Da faculdade. Lembra? - Perguntou Crisângela.
- Infelizmente lembro. Eu odiava esse nome. Aliás, odeio. - Disse Cláudia.
- Mas eu não! - Disse Crisângela enquanto ria.
- Até amanhã para você também. - Disse Cláudia meio injuriada.
- Até. - Respondeu Crisãngela.
Nisso, as duas entraram em seus carros e foram para casa.
Crisângela, apesar de não saber o motivo ao certo continuava pensando em Eduardo, assim como ele continuava pensando nela.
Ela chegou em sua mansão rosa, jantou, tomou banho, colocou seu pijama rosa e estava vendo tv em seu quarto abraçada com sua cachorrinha chamada Pig.
- Ai Pig, hoje eu trombei num cara (que não era rico) e a gente discutiu, e tipo, agora eu não consigo parar de pensar nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig incrivelmente se comunicando com sua dona.
- O que? Você acha que eu encontrei algo de especial nele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig.
- Será? hum, ...Acho que não, exceto pelo fato de ninguém nunca ter falado comigo da jeito que ele falou. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não foi isso que fez eu ficar pensando nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Perguntou Pig.
- O nome dele é Eduardo, estava no crachá. Mas porque você quer saber o nome dele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig com toda a certeza do mundo.
- Pig, você ta maluca? Eu não estou gostando do tal Eduardo. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não to não! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Já falei que não estou! - Disse Crisângela.
- Sabe Pig, ás vezes você me irrita profundamente! - Disse Crisângela enquanto se levantava e pegava Pig no colo.
Crisângela, com um pouco de raiva jogou Pig pela janela. Alguns segundos depois ouviram-se uns grunhidos e Crisângela percebeu o que fez.
- Oh my God! Eu joguei minha cadelinha pela janela! - Disse Crisângela assustada.
- Mamãe vai te salvar! - Gritou Crisângela desesperada.
Ela saiu correndo de pijama, gritando e chorando, com medo de que algo tivesse acontecido com a Pig. Nisso, os empregados acordaram assustados e saíram correndo para ver oque estava acontecendo.
Crisângela chegou ao local do onde estava sua cachorrinha e logo atrás chegaram seus empregados.
- Pig! Pig! Fala comigo Pig, por favor! - Gritava Crisângela desesperada.
- Me desculpa Pig, agora acorda vai, não deixa sua mãe assim! - Gritava Crisângela.
- Me diz que você está viva! Por favor, me diz isso! - Gritava Crisângela.
- Faça qualquer coisa, mas não entre na luz! - Disse Crisângela enquanto recolhia a Pig.
- Me desculpa bebê, me desculpa! - Disse Crisângela em uma última tentativa.
De repente, Crisângela recebe uma lambida no rosto, sinal de que Pig estava viva.
Ela levanta a cadela e grita:
- Está viva! Está viva! Está viva! -
Sem entender nada, os empregados perguntam:
- Mas afinal o que aconteceu? -
-Essa doida jogou a própria cachorra pela janela! - Exclamou a vizinha da casa ao lado.
Os empregados se olharam assustados e Crisângela disse:
- É, pode até ser, ...Mas já está tudo bem agora. -
- Não seria melhor levar Pig ao veterinário? - Perguntou Jerse.
- Não! Ela está muito bem agora! - Disse Crisângela voltando para dentro de casa.
- Se precisar de algo mais é só chamar. - Disse Sarah.
- Não precisarei. - Disse Crisângela.
Após isso, as coisas se acalmaram e todos voltaram a dormir.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Cap 1 - Apresentação e Cotidiano
Era uma manhã ensolarada em Nova Iorque e numa das mansões mais luxuosas e rosas da cidade, um despertador rosa, dentro de um quarto rosa, acordava uma mulher bonita vestida em uma camisola rosa. A moça de aproximadamente vinte e cinco anos, tinha um rosto de boneca, com olhos azuis e lábios delicados. Seu cabelo era loiro, liso e com um comprimento um pouco abaixo do ombro. Seu corpo estava em plena forma, digno de uma modelo ou até mesmo uma atriz de Hollywood.
Essa mulher era Crisângela Torres.
Ela se lavantou, tomou um banho de espuma, se trocou (a roupa era rosa), se maquiou, arrumou o cabelo e foi para a frente de seu espelho rosa. O espelho era um daqueles automatizados que dizem como está a roupa. Crisângela recebeu a resposta de que estava ótima (como sempre).
Enquanto isso no andar de baixo, os empregados da casa arrumavam a mesa de café da manha enquanto conversavam:
- A gente tem que terminar logo de arrumar essa mesa antes que a patroa chegue e comece a dar o clássico chilique! - Disse Demetria , a empregada mais experiente.
- Não entendo esses ricos. Tanto dinheiro, mas a comida parece até que é detalhe! Quase não comem, e o que comem é light! - Disse Sarah, a empregada novata.
- Pois é, esse é o segredo da magreza de Crisângela. - Disse Jerse, o motorista.
- Ela está vindo! - Disse Demetria novamente.
- Prontinho! - exclamou Sarah.
Crisângela desceu as escadas da mansão com muita pose e um ar de superioridade em relação aos seus empregados. Ela se dirigiu à mesa sem falar com ninguém e começou a tomar seu café.
- Espero que você goste. - Disse Sarah.
Nesse momento, Demetria deu uma cotovelada em sua colega de trabalho, para falar que a patroa não gosta de ser interrompida em seu café.
- É comestível. - Disse Crisângela com uma expressão de indiferença.
Para falar a verdade, ela só tinha comido uma torradinha e uma xicara de leite, até se levantar, pedir para Jerse pegar seu carro e dizer a Sarah que da próxima vez era para chamá-la de senhorita, afinal ela não era qualquer pessoa.
Já na parte de fora da casa, Crisângela disse:
- Deixa que hoje eu dirijo. -
Era sempre assim, ela tinha um motorista apenas para estacionar e tirar o carro da garagem, e naquele momento estava indo ao seu trabalho, uma das mais importantes grifes de moda do planeta! A Kisses, da qual era dona.
Enquanto isso, na mesma cidade e na mesma hora, Eduardo se levantava e ia tomar seu banho. Ele era um homem de uns trinta anos, com um cabelo loiro escuro cortado na medida certa, um rosto charmoso, olhos castanhos, e barba feita. Seu corpo era malhado, mas não de forma exagerada como exigem os padrôes de beleza. Ele também era de fato, um cara simpático (ao contrário de Crisângela).
Após tomar seu banho e se arrumar, foi para a cozinha, onde ele mesmo faria seu café da manha. A campainha tocou e era Fábio, seu melhor amigo, com uma idade igual à de Eduardo. Ele tinha o cabelo castanho escuro, olhos castanhos, lábios grosos, barba feita e corpo um pouco musculoso.
- E aí? Posso tomar café com você? - Perguntou Fábio.
- Contanto que você faça o seu, eu não to nem aí. (risos) - Respondeu Eduardo.
-Tudo bem! Ah,... Eu trouxe o jornal! - Exclamou Fábio.
- E o que tem de bom nele hoje? - Perguntou Eduardo enquanto fazia um misto-quente.
- Crisângela Torres (em um tom de ironia), ela está abrindo outra filial de suas lojinhas caras (ainda com ironia) - Disse Fábio.
- Essa mulher se acha melhor que todo mundo. - Disse Eduardo.
-Sabe, o bom de não sermos ricos, é de que não temos que lidar com esse tipo de gente. - Comemorou Fábio.
- Tem razão, eu jamais me envolveria com uma pessoa como ela.Arrrgh! - Disse Eduardo.
- Mas que ela é gata, isso não tem como negar! - Disse Fábio que por sinal era um pouco galinha.
Como se não existisse outra mulher bonita no mundo! Agora nós temos que ir trabalhar senhor ''oi, eu pego todas''. - Exclamou Eduardo.
- Mas eu nem tomei meu café ainda! - Disse Fábio.
Eduardo olhou com uma expressão séria para o amigo e os dois saíram para a agência de turismo onde trabalhavam.
Enquanto isso, Crisângela ja havia chegado em sua empresa localizada no centro da cidade e cujo o prédio era espelhado em forma de lábios cor de rosa.
Ela estacionou seu conversível rosa e entrou. Assim que entrou, todos paralizaram com medo de fazer alguma coisa errada. Ela pegou a chave de sua sala na recepção e subiu para os andares superiores. No primeiro andar ficavam os funcionários comuns, que ajeitavam papelada e entravam em contato com as filiais da loja.
Esses eram os mais menosprezados por Crisângela.
Quando chegou no andar, logo começou a mandar em todos e pedir informações sobre como as coisas estavam indo. Por simples prazer ela deu um trabalho enorme para o dia seguinte à uma funcionária sabendo que seria impossível completá-lo.
Depois disso, Crisângela subiu ao segundo andar, onde ficavam os estilistas (realmente não era ela quem desenhava as roupas). Lá encontrou Cláudia, sua melhor amiga. Cláudia tinha um rosto delineado, com olhos cor de mel. Seu cabelo era castanho-chocolate com perfeitas ondulações. Ela tinha bastante curvas, como seios fartos e quadris largos; apesar de ser magra.
Finalmente Crisângela chegou ao terceiro andar (acompanhada de sua amiga, é claro!), onde ficavam os executivos da empresa, pessoas que considerava do mesmo nível que ela. Entre eles estava Diego, um típico conquistador louco para ''pegá-la''.
Diego era aquele tipo de homem que aparece em propagandas de cuecas, loiro com cabelo compridinho, olhos azuis e feições atraentes. Seu corpo era atlético e bem malhado. Além da aparência, ele sabia muito bem como ser sensual e cativar uma mulher (como foi dito antes, um típico conquistador).
Foi só Crisângela chegar, que de cara já foi cortejada. Ela nem ligou, afinal já estava acostumada à atrair olhares.
Ao chegar em sua sala, foi informada por Cláudia que Angelina Jolie queria que seu próximo vestido para o Oscar fosse da Kisses. Ela respondeu:
- É obvio que Jolie quer um vestido da Kisses. Quem não quer?!?! -
- Já mando os estilistas fazerem um, amiga? - Perguntou Cláudia.
- Sim, e fala que é para fazer bem caprichado, não quero decepcionar uma ótima atriz. - Respondeu Crisângela.
- Tudo bem então,... E a propósito, o Diego... - Disse Cláudia.
- O que tem o Diego? - Perguntou Crisângela.
- Ela está muito na sua. - Respondeu Cláudia.
- E que homem em Nova Iorque não está na minha?! - Perguntou Crisângela.
- Ah,... Eu sei, mas o Diego não é qualquer pessoa. - Respondeu Cláudia.
- Vou pensar se ele merece uma Crisângela Torres na vidinha dele! (risos) - Disse Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
- Bem agora, nós duas temos que trabalhar, certo? Ah,... E a nova coleção tem que ser terminada o mais rápido possível. Quero que ela lance junto com a nova filial na F-R-A-N-Ç-A. - Disse Crisângela.
- Tudo bem amiga! E a propósito, foi uma ótima ideia lançar uma filial na F-R-A-N-Ç-A. - Disse Cláudia.
- Eu sei! - Se orgulhou Crisângela.
Depois disso Cláudia saiu e foi para sua sala.
O motivo das duas dizerem França letra por letra era porque lá que ficava o maior estilista rival de Crisângela. O chamado Francês. E ter uma loja em um local considerado no mundo da moda como ''território do Francês'' seria uma vitória para Crisângela.
Enquanto isso, Eduardo e Fábio chegavam ao seu trabalho, uma agência de turismo que ficava em um dos maiores shoppings de Nova Iorque.
Na frente da agência havia uma gelateria, e Camila uma das funcionárias de lá estava indo conversar com eles.
Camila tinha cabelos pretos com cachos nas pontas, seu rosto era fino e seus olhos eram azuis. Seu corpo estava em ordem. Ela tinha uma aparência muito delicada, um jeitinho meigo e só usava roupa clara, como tons de azul claro e verde-água.
Porém essa era a imagem na qual ela passava aos outros, mas sua verdadeira pessoa era descolada, adorava festas, tequila e tudo o que mais queria era ter algo com Eduardo.
- E aí Fábio, tudo bem? - Perguntou Camila.
- Tudo sim, e você? - Disse Fábio.
- Também,... E você Eduardo, como vai? - Perguntou Camila, fazendo um charminho.
- To indo! (risos) - Respondeu Eduardo.
- Sabe Edu, eu sinto que ultimamente você anda meio sozinho. Se precisar é só falar comigo, ok?
-Disse Camila com uma voz doce mas ao mesmo tempo com segundas intenções.
- E ele vai falar! - Disse Fábio.
Eduardo deu uma cotovelada em Fábio como se estivesse dizendo para ele não falar aquilo.
- (risos) - Camila.
- (risos forçados) - Eduardo e Fábio.
- Eu tenho que ir trabalhar agora. Até mais gente. - Disse Camila.
- Até mais. - Disse Fábio e Eduardo.
Assim que Camila saiu, Eduardo perguntou:
- Que negócio é esse de falar ''Ele vai falar''? -
- Eu só estava facilitando as coisas para você. Ah fala sério, a Camila está totalmente na sua! Sem falar que ela tem beleza para dar e vender! - Disse Fábio.
- Na minha? (risos) - Disse Eduardo.
- Lógico! Vai dizer que você não percebeu. Só se for cego. - Disse Fábio.
- É pode até ser, ela é simpática, bonita e etc, mas não estou com tempo pra essas coisas. - Disse Eduardo.
- Está com tempo para que então? - Perguntou Fábio.
- Ah, quer saber de uma coisa? Vamos trabalhar porque pelo menos a gente ganha para isso! - Respondeu Eduardo.
- É, está certo, vamos trabalhar. - Disse Fábio.
Após isso, os dois começaram expediente.
E o dia seguiu como de costume, trabalho, tanto para Crisângela quanto para Eduardo.
Às sete horas da noite, era hora de ir para casa e a Kisses já havia terminado mais um dia de trabalho.
- Tudo o que eu mais quero agora é chegar em casa, comer a minha salada com frango grelhado e deitar na minha cama envolvida nos meus lençóis de seda pura. - Disse Crisângela.
- É, eu vou fazer o mesmo, exceto pela parte da salada com frango grelhado. Minha cozinheira está doente e eu vou ter que encarar um fast-food. - Disse Cláudia.
- E ingerir mais de quinhentas calorias? Oh my God! - Disse Crisângela.
- Mas cozinhar de jeito nenhum! - Respondeu Cláudia.
- Então vai jantar lá em casa! - Disse Crisângela.
- Isto é um convite oficial? - Perguntou Cláudia.
- Óbvio né? Eu nunca que deixaria minha melhor amiga engolir mais de quinhentas calorias no jantar. - Disse Crisângela.
- Nesse caso, salada com frango, aí vou eu! - Disse Cláudia.
- (risos) - Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
As duas foram para a casa de Crisângela, onde comeram a tal salada com frango grelhado.Depois assistiram um pouco de televisão juntas e por volta de umas nove e meia da noite, Cláudia foi embora.
Já na agência de turismo, Eduardo e Fábio saíram umas oito e meia do trabalho.
Os dois estavam bastante cansados e cada um foi para sua casa.
Quando Edu chegou em casa, improvisou um jantar a base de miojo e foi se deitar logo após de comer.
Essa mulher era Crisângela Torres.
Ela se lavantou, tomou um banho de espuma, se trocou (a roupa era rosa), se maquiou, arrumou o cabelo e foi para a frente de seu espelho rosa. O espelho era um daqueles automatizados que dizem como está a roupa. Crisângela recebeu a resposta de que estava ótima (como sempre).
Enquanto isso no andar de baixo, os empregados da casa arrumavam a mesa de café da manha enquanto conversavam:
- A gente tem que terminar logo de arrumar essa mesa antes que a patroa chegue e comece a dar o clássico chilique! - Disse Demetria , a empregada mais experiente.
- Não entendo esses ricos. Tanto dinheiro, mas a comida parece até que é detalhe! Quase não comem, e o que comem é light! - Disse Sarah, a empregada novata.
- Pois é, esse é o segredo da magreza de Crisângela. - Disse Jerse, o motorista.
- Ela está vindo! - Disse Demetria novamente.
- Prontinho! - exclamou Sarah.
Crisângela desceu as escadas da mansão com muita pose e um ar de superioridade em relação aos seus empregados. Ela se dirigiu à mesa sem falar com ninguém e começou a tomar seu café.
- Espero que você goste. - Disse Sarah.
Nesse momento, Demetria deu uma cotovelada em sua colega de trabalho, para falar que a patroa não gosta de ser interrompida em seu café.
- É comestível. - Disse Crisângela com uma expressão de indiferença.
Para falar a verdade, ela só tinha comido uma torradinha e uma xicara de leite, até se levantar, pedir para Jerse pegar seu carro e dizer a Sarah que da próxima vez era para chamá-la de senhorita, afinal ela não era qualquer pessoa.
Já na parte de fora da casa, Crisângela disse:
- Deixa que hoje eu dirijo. -
Era sempre assim, ela tinha um motorista apenas para estacionar e tirar o carro da garagem, e naquele momento estava indo ao seu trabalho, uma das mais importantes grifes de moda do planeta! A Kisses, da qual era dona.
Enquanto isso, na mesma cidade e na mesma hora, Eduardo se levantava e ia tomar seu banho. Ele era um homem de uns trinta anos, com um cabelo loiro escuro cortado na medida certa, um rosto charmoso, olhos castanhos, e barba feita. Seu corpo era malhado, mas não de forma exagerada como exigem os padrôes de beleza. Ele também era de fato, um cara simpático (ao contrário de Crisângela).
Após tomar seu banho e se arrumar, foi para a cozinha, onde ele mesmo faria seu café da manha. A campainha tocou e era Fábio, seu melhor amigo, com uma idade igual à de Eduardo. Ele tinha o cabelo castanho escuro, olhos castanhos, lábios grosos, barba feita e corpo um pouco musculoso.
- E aí? Posso tomar café com você? - Perguntou Fábio.
- Contanto que você faça o seu, eu não to nem aí. (risos) - Respondeu Eduardo.
-Tudo bem! Ah,... Eu trouxe o jornal! - Exclamou Fábio.
- E o que tem de bom nele hoje? - Perguntou Eduardo enquanto fazia um misto-quente.
- Crisângela Torres (em um tom de ironia), ela está abrindo outra filial de suas lojinhas caras (ainda com ironia) - Disse Fábio.
- Essa mulher se acha melhor que todo mundo. - Disse Eduardo.
-Sabe, o bom de não sermos ricos, é de que não temos que lidar com esse tipo de gente. - Comemorou Fábio.
- Tem razão, eu jamais me envolveria com uma pessoa como ela.Arrrgh! - Disse Eduardo.
- Mas que ela é gata, isso não tem como negar! - Disse Fábio que por sinal era um pouco galinha.
Como se não existisse outra mulher bonita no mundo! Agora nós temos que ir trabalhar senhor ''oi, eu pego todas''. - Exclamou Eduardo.
- Mas eu nem tomei meu café ainda! - Disse Fábio.
Eduardo olhou com uma expressão séria para o amigo e os dois saíram para a agência de turismo onde trabalhavam.
Enquanto isso, Crisângela ja havia chegado em sua empresa localizada no centro da cidade e cujo o prédio era espelhado em forma de lábios cor de rosa.
Ela estacionou seu conversível rosa e entrou. Assim que entrou, todos paralizaram com medo de fazer alguma coisa errada. Ela pegou a chave de sua sala na recepção e subiu para os andares superiores. No primeiro andar ficavam os funcionários comuns, que ajeitavam papelada e entravam em contato com as filiais da loja.
Esses eram os mais menosprezados por Crisângela.
Quando chegou no andar, logo começou a mandar em todos e pedir informações sobre como as coisas estavam indo. Por simples prazer ela deu um trabalho enorme para o dia seguinte à uma funcionária sabendo que seria impossível completá-lo.
Depois disso, Crisângela subiu ao segundo andar, onde ficavam os estilistas (realmente não era ela quem desenhava as roupas). Lá encontrou Cláudia, sua melhor amiga. Cláudia tinha um rosto delineado, com olhos cor de mel. Seu cabelo era castanho-chocolate com perfeitas ondulações. Ela tinha bastante curvas, como seios fartos e quadris largos; apesar de ser magra.
Finalmente Crisângela chegou ao terceiro andar (acompanhada de sua amiga, é claro!), onde ficavam os executivos da empresa, pessoas que considerava do mesmo nível que ela. Entre eles estava Diego, um típico conquistador louco para ''pegá-la''.
Diego era aquele tipo de homem que aparece em propagandas de cuecas, loiro com cabelo compridinho, olhos azuis e feições atraentes. Seu corpo era atlético e bem malhado. Além da aparência, ele sabia muito bem como ser sensual e cativar uma mulher (como foi dito antes, um típico conquistador).
Foi só Crisângela chegar, que de cara já foi cortejada. Ela nem ligou, afinal já estava acostumada à atrair olhares.
Ao chegar em sua sala, foi informada por Cláudia que Angelina Jolie queria que seu próximo vestido para o Oscar fosse da Kisses. Ela respondeu:
- É obvio que Jolie quer um vestido da Kisses. Quem não quer?!?! -
- Já mando os estilistas fazerem um, amiga? - Perguntou Cláudia.
- Sim, e fala que é para fazer bem caprichado, não quero decepcionar uma ótima atriz. - Respondeu Crisângela.
- Tudo bem então,... E a propósito, o Diego... - Disse Cláudia.
- O que tem o Diego? - Perguntou Crisângela.
- Ela está muito na sua. - Respondeu Cláudia.
- E que homem em Nova Iorque não está na minha?! - Perguntou Crisângela.
- Ah,... Eu sei, mas o Diego não é qualquer pessoa. - Respondeu Cláudia.
- Vou pensar se ele merece uma Crisângela Torres na vidinha dele! (risos) - Disse Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
- Bem agora, nós duas temos que trabalhar, certo? Ah,... E a nova coleção tem que ser terminada o mais rápido possível. Quero que ela lance junto com a nova filial na F-R-A-N-Ç-A. - Disse Crisângela.
- Tudo bem amiga! E a propósito, foi uma ótima ideia lançar uma filial na F-R-A-N-Ç-A. - Disse Cláudia.
- Eu sei! - Se orgulhou Crisângela.
Depois disso Cláudia saiu e foi para sua sala.
O motivo das duas dizerem França letra por letra era porque lá que ficava o maior estilista rival de Crisângela. O chamado Francês. E ter uma loja em um local considerado no mundo da moda como ''território do Francês'' seria uma vitória para Crisângela.
Enquanto isso, Eduardo e Fábio chegavam ao seu trabalho, uma agência de turismo que ficava em um dos maiores shoppings de Nova Iorque.
Na frente da agência havia uma gelateria, e Camila uma das funcionárias de lá estava indo conversar com eles.
Camila tinha cabelos pretos com cachos nas pontas, seu rosto era fino e seus olhos eram azuis. Seu corpo estava em ordem. Ela tinha uma aparência muito delicada, um jeitinho meigo e só usava roupa clara, como tons de azul claro e verde-água.
Porém essa era a imagem na qual ela passava aos outros, mas sua verdadeira pessoa era descolada, adorava festas, tequila e tudo o que mais queria era ter algo com Eduardo.
- E aí Fábio, tudo bem? - Perguntou Camila.
- Tudo sim, e você? - Disse Fábio.
- Também,... E você Eduardo, como vai? - Perguntou Camila, fazendo um charminho.
- To indo! (risos) - Respondeu Eduardo.
- Sabe Edu, eu sinto que ultimamente você anda meio sozinho. Se precisar é só falar comigo, ok?
-Disse Camila com uma voz doce mas ao mesmo tempo com segundas intenções.
- E ele vai falar! - Disse Fábio.
Eduardo deu uma cotovelada em Fábio como se estivesse dizendo para ele não falar aquilo.
- (risos) - Camila.
- (risos forçados) - Eduardo e Fábio.
- Eu tenho que ir trabalhar agora. Até mais gente. - Disse Camila.
- Até mais. - Disse Fábio e Eduardo.
Assim que Camila saiu, Eduardo perguntou:
- Que negócio é esse de falar ''Ele vai falar''? -
- Eu só estava facilitando as coisas para você. Ah fala sério, a Camila está totalmente na sua! Sem falar que ela tem beleza para dar e vender! - Disse Fábio.
- Na minha? (risos) - Disse Eduardo.
- Lógico! Vai dizer que você não percebeu. Só se for cego. - Disse Fábio.
- É pode até ser, ela é simpática, bonita e etc, mas não estou com tempo pra essas coisas. - Disse Eduardo.
- Está com tempo para que então? - Perguntou Fábio.
- Ah, quer saber de uma coisa? Vamos trabalhar porque pelo menos a gente ganha para isso! - Respondeu Eduardo.
- É, está certo, vamos trabalhar. - Disse Fábio.
Após isso, os dois começaram expediente.
E o dia seguiu como de costume, trabalho, tanto para Crisângela quanto para Eduardo.
Às sete horas da noite, era hora de ir para casa e a Kisses já havia terminado mais um dia de trabalho.
- Tudo o que eu mais quero agora é chegar em casa, comer a minha salada com frango grelhado e deitar na minha cama envolvida nos meus lençóis de seda pura. - Disse Crisângela.
- É, eu vou fazer o mesmo, exceto pela parte da salada com frango grelhado. Minha cozinheira está doente e eu vou ter que encarar um fast-food. - Disse Cláudia.
- E ingerir mais de quinhentas calorias? Oh my God! - Disse Crisângela.
- Mas cozinhar de jeito nenhum! - Respondeu Cláudia.
- Então vai jantar lá em casa! - Disse Crisângela.
- Isto é um convite oficial? - Perguntou Cláudia.
- Óbvio né? Eu nunca que deixaria minha melhor amiga engolir mais de quinhentas calorias no jantar. - Disse Crisângela.
- Nesse caso, salada com frango, aí vou eu! - Disse Cláudia.
- (risos) - Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
As duas foram para a casa de Crisângela, onde comeram a tal salada com frango grelhado.Depois assistiram um pouco de televisão juntas e por volta de umas nove e meia da noite, Cláudia foi embora.
Já na agência de turismo, Eduardo e Fábio saíram umas oito e meia do trabalho.
Os dois estavam bastante cansados e cada um foi para sua casa.
Quando Edu chegou em casa, improvisou um jantar a base de miojo e foi se deitar logo após de comer.
Sinopse
No caos de Nova Iorque havia Crisângela, uma mega empresária dona de um império da moda. Ela era arrogante, mandava em todos e não acreditava no amor, até conhecer Eduardo, um agente de turismo, simpático e de bem com a vida.
Oque parece impossível acontece e essas duas pessoas tão diferentes acabam se envolvendo. Porém eles terão de lidar com várias dificuldades como: a diferença social, interferência dos amigos e o próprio modo de pensar em relação ao outro.
E agora? Oque vale mais a pena? O dinheiro ou o amor? Será que todos têm direito de amar? Até mesmo uma mulher fútil como Crisângela?
Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo de uma divertida, hilária e apaixonante história de amor entre um casal nada convencional.
Oque parece impossível acontece e essas duas pessoas tão diferentes acabam se envolvendo. Porém eles terão de lidar com várias dificuldades como: a diferença social, interferência dos amigos e o próprio modo de pensar em relação ao outro.
E agora? Oque vale mais a pena? O dinheiro ou o amor? Será que todos têm direito de amar? Até mesmo uma mulher fútil como Crisângela?
Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo de uma divertida, hilária e apaixonante história de amor entre um casal nada convencional.
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