terça-feira, 7 de julho de 2009

Cap 7 - O Dia Seguinte

No dia seguinte a festa, Crisângela e Eduardo acordaram juntos e abraçados na mesma salinha da mansão onde ''dormiram'' no dia anterior.
- Oi. - Disse Eduardo com uma voz de sono.
- Oi. - Disse Crisângela também com voz de sono e esticando o rosto.
- Perdi a noção do tempo ontem. - Disse Eduardo.
- Eu também. Que horas são? - Perguntou Crisângela.
- Não sei. Pega o meu celular. Está aí no chão, do lado do sofá. - Disse Eduardo.
- Ok. - Disse Crisângela.
Ela pegou o celular e viu as horas.
- Então, que horas são? - Perguntou Eduardo.
- Nove...E meia...Da manhã. - Disse Crisângela.
- Ah, ta. - Disse Eduardo.
Devido ao sono os dois ainda não tinham se dado conta de que estavam atrasados, abraçados e nus. Porém quando eles começaram a olhar ao seu redor e ver em que situação estavam, logo acordaram de vez.
- Oh my God! São nove e meia da manhã e eu estou aqui com você! - Gritou Crisângela e consequentemente depois caiu do sofá.
- Ah, droga! Estou atrasado demais! Me da minha roupa! - Disse Eduardo.
- Claro que te dou sua roupa. Já cansei de ver a paisagem masculina na minha frente. - Disse Crisângela sarcasticamente enquanto colocava seu vestido.
- Cara, não consigo acreditar que eu passei a noite com você aqui enquanto rolava uma festa lá embaixo! E eu nem bebi ontem. Que merda que eu fiz! - Disse Eduardo colocando suas roupas.
- Pois é, eu já não bebo pra não fazer besteira, mas parece que não adiantou dessa vez. - Disse Crisângela.
- Creio que nós dois estávamos fora de si. - Disse Eduardo.
- Só pode ser esta a explicação, e olha só, caso você resolva falar para alguém que teve uma noite com Crisângela Torres, eu negarei até a morte! - Disse Crisângela estressada.
- Pode ficar tranquila porque eu não vou falar. Não quero que ninguém saiba que transei com uma mulher chata e arrogante. - Disse Eduardo.
- (risos ironicos). Sério, estou muito atrasada! - Disse Crisângela mais uma vez olhando as horas.
- Ah, ao contrário de mim, você não precisa se preocupar com isso. - Disse Eduardo.
- Preciso sim queridinho! Daqui a duas horas eu tenho que falar com a chefona da Vanity Fair para que a Kisses tenha um editorial de quatro páginas na revista. O pior é que eu vou ter que passar em casa para trocar de roupa. Não da para ir trabalhar com roupa de festa! - Disse Crisângela.
- Verdade! Também terei que passar em casa. - Disse Eduardo.
- Vamos logo então! - Exclamou Crisângela.
- Vamos. - Disse Eduardo.
Os dois saíram da salinha e desceram para ir embora. Ao passarem pelo salão principal, tentaram ser discretos para que os empregados que limpavam o local não os percebessem. Quando chegaram em seu seus carros, Eduardo relembrou Crisângela do convite proposto na noite anterior:
- Domingo tem o parque! Lembra?! -
- Ah...Me lembro, e quer saber de uma coisa?! Estarei lá! Ou melhor, você que estará na minha casa as duas da tarde, para me pegar! - Disse Crisângela desafiando.
- Ok! - Disse Eduardo.
Após isso, eles foram embora.
Mais tarde e já na empresa, Crisângela conversava com Cláudia e Diego sobre a festa, entretanto não conseguia tirar Eduardo de mente.
- Ontem foi um sucesso absoluto! Todos os jornais, tablóides e revistas elogiaram! - Disse Diego mostrando várias capas de jornais e revistas.
- Pois é! O Francês deve estar se roendo de inveja agora! Não é mesmo amiga? - Perguntou Cláudia a Crisângela.
Porém Crisângela não ouvia nada que diziam. Ela apenas pensava no dia anterior e tudo o que havia acontecido com Eduardo. Seus sentimentos variavam em arrependimento, paixão e confusão.
- Amiga? Amiga? Tem alguém aí? - Perguntou Cláudia.
- Hãm? Disseram algo? - Perguntou Crisângela.
- Sim, dissemos, mas parece que a senhorita não ouviu já que estava no mundo da lua! - Respondeu Cláudia.
- Ai, não enche! - Disse Crisângela.
- Está bem, eu não ''encho''. Mas acontece que você sumiu na festa ontem depois de dançar com aquele cara! - Disse Cláudia.
- Estou indo embora! Vou deixar as duas conversarem sozinhas. - Disse Diego já se retirando.
- Ok. - Disseram Cláudia e Crisângela.
- Olha só amiga, tudo de importante na minha vida eu vou te contar! Não fica brava comigo! - Disse Crisângela.
- Então o beijo e o convite para o parque não são importantes?! A sorte é que estive lá para ouvir e estarei no dia do ''passeio''. - Sussurrou Cláudia.
- O que? - Perguntou Crisângela sem entender.
- Nada. Agora me dá um abraço! - Disse Cláudia.
As duas se abraçaram e o dia permaneceu como de costume na Kisses.
Enquanto isso no shopping, Eduardo não se concentrava no trabalho pelos mesmo motivos de Crisângela.
- Acorda! - Disse Fábio ao amigo.
- Ok, ok. Já acordei. - Disse Eduardo.
- O que está acontecendo com você? - Perguntou Fábio.
- Nada. - Disse Eduardo.
- Veremos se é mesmo nada no domingo! - Disse Fábio.
- Ei, peraí! que conversa é essa? - Perguntou Eduardo desconfiado.
- Ai esquece! É que ontem você dançando com aquela metida, deixando a Camila na mão, eu fiquei meio irritado com a situação. - Disse Fábio.
- Relaxa! Estou muito arrependido de ontem a noite! - Disse Eduardo.
- Ok, ok. - Disse Fábio ainda desconfiado.
- Agora porque não voltamos a trabalhar?! - Perguntou Eduardo.
Depois disso, os dois voltaram ao trabalho e para eles o dia também permaneceu como de costume.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cap 6 - A Noite

Os dias desde a reunião se passaram e finalmente chegara sete de agosto, data do lançamento da Kisses na França.
Crisângela esteve presente o tempo todo e depois voltou no mesmo dia para Nova Iorque de jatinho, afinal haveria uma mega festa como comemoração.
As oito da noite, a enorme manção usada como salão de eventos e alugada pela empresa já se enchia de gente. O local estava todo decorado da forma que Diego havia dito: Muitos enfeites rosa, pista de dança no estilo discoteca, passarela para desfiles de moda e iluminação a lasers. Todos que chegavam eram ricos, bem vestidos e importantes.
Enquanto a amiga não chegava, Cláudia era quem servia de anfitriã. Ela se apresentava bastante preocupada com a demora de Crisângela:
- Onde aquela mulher está? - Perguntou para Diego.
- Você conhece a Crisângela. São no mínimo quatro horas para se arrumar. - Respondeu Diego.
- Tem razão, mas é que eu não sou boa anfitriã, e além do mais, a festa já está lotada, hora perfeita para ela chegar. - Disse Cláudia.
- Relaxa, tá tudo indo como os conformes. As pessoas estão adorando. - Disse Diego.
- É, realmente nem se compara com os eventos do Frânces! - Disse Cláudia.
- E nós podemos chamar aquelas coisas de evento?! - Perguntou Diego ironicamente.
- (risos) - Cláudia.
- (risos) - Diego.
Durante o tempo em que Cláudia e Diego conversavam, Eduardo, Fábio e Camila chegaram. Camila usava um belo vestido justo na cor verde claro com paetês. Os outros dois vestiam blasers sofisticados com camisa de linho e calça jeans:
- Bem, é isso. Chegamos a la fiesta. - Disse Fábio.
- Cara, não fala espanhol não, por favor! - Disse Eduardo.
- (risos). Mas sério, está tudo tão lindo! - Disse Camila admirada.
- Inclusive você! Seu vestido é bem bonito. - Disse Eduardo sem malicia alguma.
- Ah, obrigada. Eu tinha que me igualar a essa gente de alguma forma, então que seja pelo vestido! - Retribuiu Camila ao elogio.
- Nossa, esse lugar é demais. Bebida do melhor tipo, música do melhor tipo e mulheres do melhor tipo! - Comemorou Fábio.
- É, mesmo assim não me sinto a vontade aqui. Preferia não ter vindo. - Disse Eduardo.
- Edu sem essa vai! Dane-se todas essas pessoas ricas, podemos nos divertir sozinhos! - Disse Camila.
- Eu posso até deixá-los um pouco a sós e ir proucurar alguma madame solteira. - Disse Fábio.
- Não precisa! - Disse Eduardo dando uma indireta para o amigo.
- É Fábio, fique conosco! - Disse Camila, na verdade querendo o contrário.
- Ok, ok. - Disse Fábio.
- Olha, desfiles de moda! - Exclamou Camila.
Ela saiu arrastando Fábio e Eduardo até a passarela e quando chegaram perto, observaram uma modelo desfilar usando apenas um micro short e um corpete:
- Aquilo é uma roupa íntima ou uma roupa normal? - Perguntou Eduardo espantado.
- Depende do ponto de vista de cada um. - Respondeu Camila.
- Nem quero saber seu ponto de vista! - Disse Eduardo.
- Dãr, óbvio que é uma roupa normal! - Disse Camila.
Antes que pudessem continuar a conversa, Cláudia pegou o microfone e fez um anúncio:
- Olá senhores convidados. É com muito prazer que nós da equipe Kisses estamos aqui hoje. Isso por causa da nossa nova filial na França, que foi aberta com sucesso.
Portanto, dêem boa noite a grande responsável de tudo: Crisângela Torres. -
Naquele momento, Crisângela apareceu no topo da escadaria que se localizava no centro do salão. Ela estava extremamente linda e deslumbrante, usando um vestido rosa justo nos seios e soltinho no resto do corpo (perfeito para dançar). Seus cabelos loiros brilhavam junto de uma tiara de diamantes e seu rosto parecia mais delineado do que nunca.
Ao olhar para as escadas, Eduardo ficou paralisado de encantamento. Era um olhar fixo, de paixão.
- Ual, como consegue ser tão bonita?! - Pensou alto.
- Disse Algo? - Perguntou Fábio.
- Hãm? O que? Ah, não é nada. - Disse Eduardo.
Ao perceber a expressão de Eduardo, Camila sentiu um leve ciúme e disse:
- Se eu fosse dona de uma grife de moda, também estaria sempre impecável. -
Conforme Crisângela ia descendo os degraus, procurava os convidados desejados (lê-se Eduardo), mas foi apenas no último degrau que ela o viu. Cláudia seguiu o olhar da amiga e o encontrou também.
- Porque aqueles três estão aqui? - Perguntou Cláudia desconfiada.
- Eu não sei! Não era para eles estarem aqui. Vai abaixar o nível da festa! - Respondeu Crisângela rapidamente.
- Como assim não sabe?! Não foi VOCÊ quem fez a lista de convidados?! - Perguntou Cláudia novamente desconfiada.
- É, ...Pode até ser, mas...mas... - Ia dizendo Crisângela.
- ...Mas o que? - Insistiu Cláudia.
- Mas, a culpa é de quem está na entrada checando os convidados! É, é isso! - Disse Crisângela aliviada por encontrado uma saída.
- Ok, então terei que punir essa pessoa! - Concluiu Cláudia.
- Exatamente! - Disse Crisângela sem nenhum remorso.
- Agora que tal nos divertimos? - Perguntou Cláudia.
- Certo. - Respondeu Crisângela.
As duas foram para a pista de dança na mesma hora em que Camila passou por elas.
Crisângela começou a farejar o ar como se fosse um cachorro até que Cláudia a interrompeu:
- Amiga, o que você está fazendo? Tá parecendo uma cadela! -
- Sinto cheiro de perfume barato! - Respondeu.
- Ah que seja, ...Ah, minha nossa! - Disse Cláudia.
- O que foi? - Perguntou Crisângela.
- É hora da valsa! Não se lembra? - Disse Cláudia.
- Verdade. Bem agora que eu iria procurar o... - Disse Crisângela.
- Procurar quem? - Perguntou Cláudia.
- O...Diego! Para dançar com ele! - Disse Crisângela.
- Ah é claro! - Disse Cláudia.
Crisângela subiu à passarela dos desfiles e anunciou o ínicio da valsa. Quando a música começou, ela fez par com o Diego, porém tinha o plano de ir dançando pelo salão até encontrar Eduardo, nem que para isso precisasse trocar de par várias vezes.
Já Eduardo, fez par com Camila e fingia dançar normalmente, entretanto procurava muito por Crisângela. Ao enxergá-la e perceber o que fazia, ele resolveu imitá-la.
Duas pessoas tentando se achar por meio da valsa. Romântico?! Não, patético.
Quando finalmente se encontraram:
- Você! - Disse Eduardo com uma voz alegre.
- Você! - Disse Crisângela, também alegre.
- Não que eu quisesse te encontrar. - Disse Eduardo tentando disfarçar.
- É, nem eu queria te encontrar! - Disse Crisângela também disfarçando.
- Mesmo eu não querendo, quer dançar? - Perguntou Eduardo.
- Eu não quero, mas tudo bem! - Respondeu Crisângela.
Os dois começaram a dançar juntos, mas a dança era muito entediante:
- Nossa, que chato! - Suspirou Eduardo.
- Não gosta de valsa? - Perguntou Crisângela.
- Não! - Respondeu Eduardo.
- Nem eu! - Declarou Crisângela.
- Então porque começou a festa com uma? - Perguntou Eduardo sem entender.
- Sugestão do Diego. - Respondeu Crisângela.
- Diego é aquele bonitão com quem você dançou primeiro? - Perguntou Eduardo.
- Ele é lindo né?! E é muito a fim de mim! - Disse Crisângela para provocar.
- Ah é?! Não acho ele nada de mais. - Disse Eduardo um pouco enciumado.
- Eu acho, ao contrário daquela garota que está te acompanhando hoje. - Disse Crisângela.
- A Camila?! Ela é ótima e gosta de mim! - Disse Eduardo provocando.
- Se concentra na dança vai! - Disse Crisângela.
- Impossível me concentrar nessa coisa tão chata. - Disse Eduardo.
- Você tem razão! Odeio admitir isso mas é verdade, olha a cara de ''quero sair daqui'' no rosto das outras pessoas! - Disse Crisângela.
- Quer que eu te mostre como animar essa... - Ia dizendo Eduardo.
- Bagaça?! - Perguntou Crisângela.
- Exatamente! - Respondeu Eduardo.
- Duvido! - Disse Crisângela desafiando.
Naquela hora, Eduardo gritou e pediu para que o dj trocasse a valsa por uma música de discoteca. As luzes se apagaram e o ambiente foi iluminado apenas pelos lasers. Todos pararam de dançar para olhar o que estava acontecendo.
Eduardo começou a dançar e pediu para que Crisângela o acompanhasse.
- Ah não, não! - Ela disse.
- Vamos! - Disse Eduardo.
- Ai, tá bom! - Disse Crisângela.
Dito isso, os dois começaram a dançar freneticamente enquanto os outros só olhavam. Era uma dança energizante, com ritmo, ginga e batida. Os passos eram empolgantes, animavam só de ver. Mesmo sendo uma coreografia solta, sem corpos colados, tanto Eduardo quanto Crisângela, sentiam o outro. Ele se fascinava ao ver o belo corpo dela gingando e ela se encantava com o suor correndo pelo o rosto másculo dele. Sem perceber, eles haviam se apaixonado de fato naquele momento.
Depois de alguns refrões, Crisângela chamou mais gente para dançar, começando pela Cláudia, assim como Eduardo, que começou chamando Fábio. Assim, em menos de um minuto depois, o salão inteiro já estava dançando, dando a oportunidade dele levar ela para um lugar mais reservado.
Eles foram para o lado de fora da grande manção, aonde havia um lago com alguns arbustos a redor.
- A onde estamos indo? - Perguntou Crisângela.
- Olhar as estrelas. - Respondeu Eduardo.
- Queridinho, eu posso me olhar no espelho sabia?! - Insinuou Crisângela.
- Ah, fala sério! Senta logo vai! - Disse Eduardo se sentando na grama.
- Eu me sentar na grama?! Nem pensar! - Disse Crisângela.
- Como você se aguenta?! Senta aí vai! - Disse Eduardo.
- Não vou me sentar na grama! Não insista! E além do mais, que idiotice é perder tempo olhando para o céu! - Disse Crisângela.
- Olha só, eu estou sentado e você está em pé de vestido. Se a senhorita não sentar agora, eu vou ver que cor é sua calcinha! - Ameaçou Eduardo.
- Até parece! - Disse Crisângela desacreditando em Eduardo.
- Não estou mentindo! - Disse Eduardo com uma expressão séria.
Crisângela se sentou rapidamente.
Enquanto isso, Cláudia percebeu que algo de errado acontecia e foi espionar o que Crisângela e Eduardo faziam, assim como Fábio, que fez a mesma coisa.
Continuando:
- Nossa não é que as estrelas realmente são bonitas! - Disse Crisângela.
- Nunca parou para observar as estrelas? - Perguntou Eduardo.
- Já, quando eu era criança, mas tinha me esquecido. - Respondeu Crisângela.
- Sabe, o dinheiro não é tudo no mundo. Há várias coisas legais que se pode fazer sem ele. - Disse Eduardo.
- Duvido. Impossível se divertir sem gastar nada ou então muito pouco. - Disse Crisângela.
- Ah é, ...Para te provar que está errada, te convido a ir ao parque, no próximo domingo. - Disse Eduardo.
- Parque?! Aquele lugar cheio de mato e insetos?! Não entendo porque as pessoas frequentam essas bagaças. - Disse Crisângela.
- Vai entender se aceitar o meu convite! - Disse Eduardo.
- Ok, mas não vai ser um encontro. - Disse Crisângela.
- Certo, assim como isso não vai ser um beijo. - Disse Eduardo.
Os dois se aproximaram até os lábios se encontrarem, e deram um belo beijo digno de cinema, em frente as estrelas.
Eles continuaram se beijando apaixonadamente sem perceber que seus amigos os observavam.
- Então ele é seu amigo? - Perguntou Cláudia.
- Sim, e ela é sua amiga? - Perguntou Fábio.
- Sim. - Respondeu Cláudia.
- Interessante, porém eu não gosto da ideia desses dois juntos. - Disse Fábio.
- Nem eu, é por isso que estou aqui, olhando eles. Esse cara não serve para a Crisângela, ela é muito mais rica do que ele. - Disse Cláudia.
- Pois é. - Disse Fábio.
- Mesmo assim, vão ter um encontro.Vão ao parque, eca. - Disse Cláudia.
- É, acabei de ouvir, e agora eles estão se beijando. Sabe, a gente pode impedir que algum relacionamento maluco aconteça. - Disse Fábio.
- Como? - Perguntou Cláudia.
- Podemos ir ao parque também e assim como hoje, ver o que se passa, para depois armarmos algo para separá-los. - Disse Fábio.
- Ótimo, entretanto, vale lembrar que é só pelo bem da minha amiga. - Afirmou Cláudia.
- Claro, eu só vou fazer isso pelo bem do Eduardo. - Disse Fábio.
- Ah, então o nome dele é Eduardo. - Disse Cláudia.
- Bem, até domingo! - Disse Fábio.
- Até, e sabe, mesmo não sendo rico, você é legal. - Disse Cláudia jogando um charminho.
- É, você também. - Disse Fábio retribuindo ao charme.
Em meio a isso, Crisângela e Eduardo continuavam a se beijar. A essa altura os dois já estavam deitados e Crisângela nem se importava mais com a grama ou com qualquer outra coisa. Porém, quando perceberam que seus amigos os observavam, Eduardo falou:
- Acho melhor sairmos daqui. -
- Verdade, mas não quero voltar para a festa. - Disse Crisângela.
- E se fossemos para algum outro lugar, onde realmente ficássemos em particular. - Propôs Eduardo.
- Perfeito. - Disse Crisângela.
Sendo assim, eles foram para o piso superior da manção, onde havia uma pequena sala com uma escrivaninha, um sofá e um banco. Ao entrarem, Eduardo trancou a porta e começou a beijar Crisângela. Eles se deitaram no sofá e retomaram os beijos, até que ela tirou a camisa dele e disse:
- Isso não significa que eu gosto de você. -
- De forma alguma. - Respondeu Eduardo.
Os amaços continuaram da forma mais intensa o possível, fazendo com que Crisângela tirasse o resto da roupa de Eduardo e Eduardo tirasse o vestido de Crisângela. Tudo o que aconteceu depois até o dia seguinte, ficou só entre eles.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cap 5 - Planejando uma Festa.

Conforme o tempo ia passando, mais se aproximava o dia do lançamento da filial da Kisses na França, lançamento no qual Crisângela se orgulhava muito.
Para comemorar, uma mega festa estava sendo planejada em Nova Iorque mesmo. Tudo em um estilo muito fino, mas ao mesmo tempo exagerado.
Era uma quinta feira quando todos os funcionários principais da empresa se reuniam para organizar a comemoração. Crisângela chegou junto de Cláudia e foi direto para a sala de reuniões:
- Todo mundo senta. Vamos começar logo essa bagaça! - Disse Crisângela da forma arrogante de sempre.
- Bom dia senhorita! (ironia) - Disse uma funcionária dando uma indireta.
- Ta, ta, ta, que seja. Bom dia (ironia)! Podemos começar agora?! - Disse Crisângela.
- Bem, temos que decidir o que iremos fazer para depois dividir as tarefas. - Disse Cláudia.
- Precisamos mostrar o que a Kisses representa por meio dessa festa. - Disse Diego.
- O Diego sempre lê meus pensamentos! - Exclamou Crisângela.
- Bem, se for assim, podemos começar com um coquetel e uma valsa, para só depois agitarmos de verdade. - Disse a gerente executiva.
- Excelente! O que você acha amiga? - Perguntou Cláudia.
- Eu até que gostei! Elegante e extravagante! - Disse Crisângela.
- Elegante & Extravagante! Este pode ser o tema da festa! Crisângela você é um gênio! - Disse um dos estilistas.
- É por isso que enquanto vocês trabalham para mim, eu sou a chefe! - Disse Crisângela.
Todos se calaram até que Cláudia falou:
- Então,...E a comida? -
- Deixa que eu cuido do buffet. - Disse um executivo.
- Comida tailandesa! - Disse Crisângela.
- Ok. - Disse o executivo.
- Decoração? - Perguntou Cláudia.
- Enfeites rosa, iluminação com lasers, chão de discoteca, etc. Deixa que eu cuido disso. Posso cuidar também do menu de bebidas. Chamaremos bartenders, que saibam fazer todos os tipos de drinks e truques com garrafas. Ah, já havia me esquecido, para que fique claro que é uma festa de moda, terá uma passarela no meio do salão com modelos desfilando toda a nova coleção! - Disse Diego a fim de se destacar para Crisângela.
- Ótimo! Eu amei a ideia da passarela! - Disse Crisângela.
- E eu que cuidarei dela para que a senhorita não estresse. - Completou Diego jogando um charme.
- Ah, como sempre um dos meus melhores executivos! - Disse Crisângela.
- Para você eu só faço o meu melhor, em TUDO! - Disse Diego com segundas intenções.
- Já entendemos Diego! Bem, agora faltam só os convites. - Disse Cláudia.
- Eu fiz duas pastas com os possíveis convidados. Agora, precisa de alguém para digitar a lista completa e mandar para a gráfica. - Disse o diretor de vendas.
- Deixe-me ver estas pastas. - Disse Crisângela.
- Aqui está. - Disse o diretor já as entregando.
Crisângela deu uma rápida folheada e em uma das pastas viu o nome de um famoso costureiro chamado Eduardo Sánchez, porém não foi esse Eduardo que veio a sua cabeça.
- Mas então, quem vai ser o pobre coitado que vai fazer a lista de convidados? (risos) - Perguntou Diego.
- Eu! - Disse Crisângela.
- Você?! Mas essa é a parte mais cansativa na hora de se fazer uma festa. Essas listas são imensas, parecem que não acabam nunca! É por isso que o Diego falou ''pobre coitado''! - Disse Cláudia surpresa com a decisão da amiga.
- Eu sei! - Disse Crisângela.
- Olha você é a chefe, não tem a obrigação de fazer essas coisas. - Disse o gerente financeiro.
- Olha só, se eu quero fazer esta lista, eu faço! Eu vou fazer! Pronto, acabou, sem mais discussões! - Disse Crisângela.
A verdade era que Crisângela tinha bolado um plano após ver o nome do costureiro, portanto, ela precisava ficar encarregada dos convidados.
Continuando:
- Creio que temos acabado. - Disse Cláudia.
- É, realmente é só isso. - Disse Crisângela.
- Sendo assim terminamos aqui a reunião. Não se esqueçam da obrigação de cada um. Vamos fazer dessa festa um evento histórico! - Disse Cláudia.
- Exatamente! Nos vemos no próximo dia sete. Agora voltemos a trabalhar. - Disse Crisângela.
Todos se levantaram e começaram a sair. Cláudia estava organizando a mesa e arrumando as cadeiras. Quando Crisângela ia saindo, Diego impediu a passagem e sussurrou em seu ouvido:
- Estou louco para te ver naquela festa usando um lindo vestido que valorizará ainda mais suas curvas deixando-a mais sexy do que nunca! -
- (risos) Ah, cuidado para não ter uma parada cardíaca! - Disse Crisângela empurrando Diego e passando pela porta.
- Você tem muita perseverança! - Disse Cláudia à Diego.
- É claro! E mesmo se eu não conseguir ficar com ela, sempre tem a melhor amiga! - Disse Diego maliciosamente.
- Ah, o velho e clássico conquistador! - Disse Cláudia.
Já em sua sala, Crisângela digitava a imensa lista de convidados enquanto falava consigo mesma:
- Ai saco, ideia brilhante Crisângela! (ironia) -
- Essa bagaça é enorme! Tanta gente só para comer e dançar de graça! -
- Espero que valha a pena. -
Ela continuou escrevendo os nomes sem paciência até que chegou no Eduardo Sánchez, onde por ''engano'' acabou digitando Eduardo Brandow que (não) por acaso era justamente o agente de turismo. Esse era o último nome da lista e logo Crisângela salvou e mandou para a gráfica.
- Ops! Acho que cometi um engano! Agora já é tarde demais! -
No dia seguinte, todos os convites ja haviam sido entregues, e Fábio e Eduardo estavam conversando quando Camila chegou:
- Olá pessoas! - Disse Camila.
- Oi - Disse Eduardo e Fábio.
- Edu, eu recebi um envelope lá na gelateria, mas eu acho que entregaram errado, ele é para você. - Disse Camila.
- Envelope para mim? Deixe-me ver. - Disse Eduardo.
- Aqui está. - Disse Camila entregando-o.
- Nossa é um convite! - Disse Fábio.
- Para uma festa chiquérrima, daquela grife famosissíma, a kisses. - Disse Camila.
- Ah não,...Crisângela Torres! - Disse Eduardo.
- Porque você foi convidado para essa festa? - Perguntou Fábio desconfiado.
- Eu sei lá! Com certeza foi um engano. - Respondeu Eduardo.
- E você vai? - Perguntou Fábio novamente.
- Claro que não! - Disse Eduardo.
- Como assim não?! Edu, nem tão cedo vai aparecer outra festa como essa. - Disse Camila.
- Eu sei Camila, mas foi um engano, eu não devo ir nesta festa. - Disse Eduardo.
- Mesmo se for um engano, o que é o mais provável, convidado é convidado, não podem te barrar. - Disse Fábio.
- Peraí, vocês querem que eu vá? - Perguntou Eduardo.
- Sim. - Respondeu Fábio e Camila.
- Edu, vai ter muita música, desfile de moda, tequila... - Ia dizendo Camila.
- ...Tequila? Não sabia que gostava de tequila Camila. - Disse Eduardo surpreso.
- E eu não gosto, mas para quem bebe é bom! - Disse Camila tentando disfarçar sua personalidade.
- Querem saber de uma coisa? Eu vou, mas é só por insistência. - Disse Eduardo.
- Que ótimo, e ...Sabe, aí está dizendo Eduardo e família, e bem, eu sou seu melhor amigo, quase um irmão. - Disse Fábio.
- Ok, ok, Camila e Fábio, vocês vão comigo. Iremos enfrentar essa festa com gente metida juntos. - Disse Eduardo.
- Vou começar a escolher meu vestido! - Disse Camila animada.
- Esse é meu amigo! - Disse Fábio.
- Agora vamos trabalhar. - Disse Eduardo.
- Ok, tchau garotos. - Disse Camila.
- Tchau. - Disse Eduardo e Fábio.
Ao voltarem para seus trabalhos, cada um pensou uma coisa em relação a festa.
Eduardo: É, eu vou em uma festa da Crisângela. Espero que eu não me arrependa.
Fábio: O tanto de mulher rica e gostosa que vai ter nesse lugar...
Camila: muitos drinks exóticos, muita música e muito empresário rico, gatão e solteiro, ou casado, tanto faz. Ah, esqueci do Edu, terei finalmente a chance de conquistá-lo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cap 4 - Comportamento Estranho

Nos dias que se seguiram, tanto ela quanto ele começaram a apresentar comportamentos estranhos.
Cláudia percebia que sua amiga andava meio aérea, abobalhada e um pouco confusa, assim como Fábio, que também notava o jeito incomum de seu amigo.
Na Kisses, sala da Crisângela:
- Amiga!! - Disse Cláudia alegremente.
- Olá! Mas porque toda essa alegria hoje? - Perguntou Crisângela um pouco desconfiada.
- Ah, você que deve estar feliz, não é mesmo? - Perguntou Cláudia.
- E porque eu estaria feliz? Não que eu tenha que estar triste mas... - Disse Crisângela.
- Parece que você anda gostando de alguém! É o Diego?! Eu sabia que você não iria resistir! - Interrompeu Cláudia.
- Hã, Diego? - Perguntou Crisângela.
- É claro né?! Quem mais seria? Sem falar que qual mulher não quer um homem rico, bonito e sedutor como ele?!
- A questão é que eu não quero nenhum homem! Você sabe o que eu penso sobre o amor, relacionamentos, etc. - Disse Crisângela secamente.
- É, eu sei, ....Mas vai dizer que nunca pensou nem um pouquinho em ter um príncipe encantado! - Disse Cláudia.
- Não, nunca pensei, e sabe o porque?! Príncipes encantados não existem. Assim como o amor. É tudo uma ilusão. - Disse Crisângela.
- Será? - Perguntou Cláudia.
- Cláudia! É claro que é! Com o amor, as pessoas pensam que estão felizes, mas depois de um tempo elas são apunhaladas pelas costas. São ou abandonadas, ou traídas, ou enganadas ou então morrem. O amor só serve para quem quer ser magoado. É por isso que eu não me apaixono por ninguém, porque eu sei que no final cairei nas garras do amor. - Disse Crisângela.
- Bem, é a sua opinião. - Disse Cláudia.
- Pois é! Homens para mim é sinônimo de alguns jantares com presentinhos, noites de prazer carnal e só. Talvez um dia eu tenha isso com o Diego, mas com certeza não vai ser por eu gostar dele. - Concluiu Crisângela.
- Tudo bem então, eu só perguntei já que percebi que você andava um pouco estranha. - Disse Cláudia.
- Relaxa amiga! Não se preocupe comigo ok?! Não estou estranha. - Disse Crisângela.
- Na verdade... está sim, desde aquele dia em que foi sozinha ao shopping, lembra? O que será que você foi fazer lá? (ironia) - Perguntou Cláudia ensinuando algo.
- Olha! Já viu que horas são? - Perguntou Crisângela afim de acabar com aquela conversa.
- Não. - Respondeu Cláudia.
- Hora de trabalhar! - Disse Crisângela.
- Fazer o que?! Bye Bye! - Disse Cláudia se retirando meio desconfiada.
Após isso tudo seguiu de forma normal na empresa.
Enquanto na agência de turismo:
- Então, quem é a mulher de sorte? - Perguntou Fábio à Eduardo.
- Mulher de sorte? - Perguntou Eduardo.
- É, aquela por quem você está apaixonado! - Respondeu Fábio.
- Sua imaginação anda um pouco fértil, não acha? - Disse Eduardo.
- Ah, fala sério. Ultimamente seus olhos andam brilhando, você está todo atrapalhado, derrubando tudo, os pensamentos em sei lá aonde ...Daqui a pouco vai começar a assistir novela mexicana! (risos) - Disse Fábio.
- (risos) - Eduardo.
- Fala logo quem é! Hum, Camila? Se for, escolheu bem e ela está na sua, aproveita! - Disse Fábio.
- Não é a Camila! - Exclamou Eduardo.
- É quem então? Crisângela Torres?! - Insinuou Fábio.
Eduardo se engasgou com a própria saliva e disse:
- Está louco! -
- É óbvio que não estou louco! Não fui eu que almocei com ela outro dia! - Disse Fábio com uma voz séria.
- Anda prestando atenção com quem eu almoço? - Perguntou Eduardo.
- E como eu não iria prestar?! Trabalhamos juntos lembra?! Qualquer um pôde te ver saindo no meio do expediente e indo almoçar com ela! - Disse Fábio.
- Você viu como a Crisângela era chata no dia do esbarrão, não viu? - Disse Eduardo.
- Ok, ok. Me desculpe. - Disse Fábio.
- Eu sei que estou um pouco diferente ultimamente, mas, ainda não é uma paixão (será que não?!). Quando for, meu melhor amigo será o primeiro, a saber. - Disse Eduardo.
- Ou seja, eu! - Disse Fábio.
- Exatamente, mas por enquanto sem especulações. - Disse Eduardo em uma voz séria.
Eles voltaram a trabalhar e mais um dia terminou como de costume.

sábado, 27 de junho de 2009

Comunicado.

Gente, eu sei que hoje eu deveria estar postando o quarto capítulo, mas queria muito agradecer a todos vocês que estão acompanhando a história. Obrigada mesmo. Os comentários, o apoio e até mesmo as críticas estão sendo muito gratificantes para mim. Só o fato de estarem lendo essa web já me deixa muito feliz.
Gostaria também de deixar o link da comunidade caso alguém ainda não tenha:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91259002
Lá vocês podem comentar melhor, dar sugestões, ideias, etc.
Quanto a alguns errinhos de português cometidos no texto, eles já foram corrigidos e aconteceram por causa da escrita rápida, e também porque o corretor do blog não os identificou. Tomarei mais cuidado na hora de postar.
Acho que era só isso, mais uma vez obrigada.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cap 3 - Uma Viagem Não Faz Mal

No dia seguinte, Crisângela acordou e decidiu que tinha que fazer algo em relação a Eduardo, então ela pensou no dia anterior e percebeu que o uniforme dele era da agência de turismo do shopping, o que significava que ele trabalhava lá.
- Acho que preciso de uma viagem! - Disse Crisângela enquanto se arrumava.
- Hum, ...Talvez um cruzeiro! Bem elegante de preferência, onde só pessoas do meu nível viajam. - Continuou.
- E a agência de turismo perfeita para isso é por acaso a do shopping que eu fui ontem com a Cláudia. - Disse Crisângela na verdade não por acaso.
Ela terminou de se arrumar, e desceu para tomar seu café. Estava extremamente feliz, se sentido esperta e anciosa para a viagem (ou seria para encontrar Eduardo?!).
Enquanto tomava seu café Crisângela pediu para ligarem o rádio:
- O rádio?! Mas a patroa detesta qualquer tipo de som pela manhã! - Disse Sarah para Demetria em um baixo tom de voz.
- Se ela quer, liga! - Disse Demetria.
- Deixa que eu ligo. - Disse Jerse já ligando o rádio.
A música começou a tocar e logo Crisângela ordenou para que ficasse sozinha.
Ela estava extasiada, e logo começou a sentir o ritmo afetando seu corpo. Seus braços e cabeça começaram a se mover, seguido pelo tronco e pernas. Se levantou e começou a dançar como se estivesse em uma boate. Não sendo suficiente e não contendo a animação, subiu em cima da mesa dançando loucamente e gritando:
- Uhul, poderosa!! -
Logo os empregados foram ver o que estava acontecendo e se chocaram ao olhar uma loira dançando em cima de uma mesa de café da manhã. Quando Crisângela percebeu que a observavam, parou imediatamente.
- Estão olhando o que? Super normal uma pessoa dançar em cima de uma mesa! - Disse Crisângela.
- Não dissemos nada! - Disse Demetria.
- Ótimo, ja estou de saída mesmo! - Disse Crisângela.
Dito isso, Crisângela foi para o trabalho.
Na hora do almoço:
- Acho que hoje irei almoçar novamente no shopping. - Disse Crisângela.
- Quer que eu vá com você amiga? - Perguntou Cláudia.
- Não! Você tem muito trabalho para fazer! - Exclamou Crisângela.
- Na verdade eu to livre! - Disse Cláudia.
- Então arruma algo para faze. - Disse Crisângela.
- Era mais fácil você falar que queria ir sozinha! Eu ia entender. - Disse Cláudia.
- De qaulquer forma, eu já estou indo. Tchauzinho! - Disse Crisângela.
Ao chegar no shopping, Crisângela foi direto a agência e coincidentemente (ou não), se dirigiu à mesa de atendimento onde ficava Eduardo.
- Olá. Eu gostaria de fazer um cruzeiro bem elegante pelos mares da Europa! Mas tem que ser algo de extrema classe, assim como eu! - Disse Crisângela se achando.
- Claro! Veremos o que temos para a senhorita. - Disse Eduardo apenas fazendo seu trabalho.
Os dois não tinham se visto ainda pois estavam com a tela do computador entre eles, mas após ouvirem a voz do outro se surpreenderam.
Eles olharam pelos lados do computador, porém lados opostos. Depois um olhou por cima do monitor e outro por baixo, mas nada de se verem. Uma situação patética. Finalmente se levantaram e puderam ver quem estava bem na sua frente:
- Oh my God! É você! - Disse Crisângela com a mão na frente da boca como se estivesse surpresa.
- Ah, vejamos se não é a ''adorável'' Crisângela Torres! (ironia) - Disse Eduardo.
- Você sabe que sou eu! - Disse Crisângela.
- Pois é. Felicidade... (novamente ironia). - Disse Eduardo.
- Continua seu trabalho vai! - Resmungou Crisângela.
Enquanto isso, Fábio observava a cena e se perguntava o que estava acontecendo.
Continuando:
- Mas é claro!!! Então é um cruzeiro pelos mares da Europa né? - Perguntou Eduardo.
- É sim, um cruzeiro no qual você não pode pagar. - Disse Crisângela.
- Eu sei disso, mas se quer saber de uma coisa, é meu horário de almoço. - Disse Eduardo já retirando do local.
- Hei, espera aí, você não pode me abandonar aqui! - Reclamou Crisângela.
- Então vem comigo! - Respondeu Eduardo.
E ela foi. Quando ele olhou para o lado ela estava mesmo ali. Os dois acabaram almoçando juntos.
Durante o almoço, conversavam. Ele perguntava como era a vidinha rica e chata dela e ela perguntava como era a vida dele sem diamantes. Assim foi o dialogo entre os dois, mostrando que já se gostavam, mesmo sem querer.
Ao terminarem, se levantaram e se aproximaram ao ponto de poderem sentir o cheiro um do outro. O desejo veio à tona, queimando a pele e esquentando o clima, porém não queriam, não podiam.
Sendo assim, seguiram seus caminhos. Crisângela para um lado e Eduardo para o outro, mas não resistiram e olharam para trás, dando um leve sorrisinho cada.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cap 2 - O Dia das Compras

No dia seguinte tudo permaneceu como de costume, e Crisângela e Cláudia estavam no andar dos estilistas:
- Que ideias você tem para a coleção de primavera? - Perguntou Crisângela a um deles.
- Flores, muitas flores! Vestidos floridos, acessórios com flores... - Ele estava dizendo.
- ...Para! Flores na primavera! Que original! - Disse Crisângela num tom bastante sarcástico.
Todos se calaram naquele momento.
- Ah, amiga, acho que é melhor nós irmos indo agora, temos muito trabalho ao longo do dia. - Disse Cláudia a fim de intermediar a situação.
- Tem razão! E quando eu voltar aqui, quero ver algo realmente bom. - Disse Crisângela.
- Parece que os estilistas de hoje estão cada vez menos esforçados. - Cochichou Cláudia no ouvido da amiga.
- (risos) - Crisângela.
Ao chegar no terceiro andar, Crisângela desabafou:
- To cansada, é todo dia a mesma coisa! Até parece que eu sou pobre! Sem falar na minha beleza que se prejudica com o estresse! -
- Você é a patroa, faça o que quiser! - Sugeriu Diego enquanto passava por ela.
- É amiga, você não precisa trabalhar como gente comum! - Disse Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Vou tirar o resto do dia para almoçar no Lamboja, aquele restaurante indiano elegantérrimo que fica no shopping, e depois, para aproveitar que estarei lá mesmo, farei algumas muitas comprinhas! E você vai comigo Cláudia! - Disse Crisângela com uma voz animada.
- Eu adoro ser sua melhor amiga! (risos) - Disse Cláudia.
- Eu sei - Disse Crisângela, se achando como de costume.
As duas desceram ao térreo, pegaram as chaves do conversível de Crisângela e logo começaram a saída divertida. Assim que entraram no carro, colocaram o som no último volume e começaram a ouvir toxic de Britney Spears.
Durante todo o caminho, as duas foram ouvindo a música se divertindo, dançando e cantando, inclusive Crisângela que estava dirigindo. Elas nem se importavam, mas estavam atrapalhando todo o trânsito.
Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you Know that you're toxic?
Crisângela e Cláudia chegram ao shopping inteiras e muito alegres após terem feito uma mini festinha no carro, enquanto o trânsito de Nova Iorque estava um caos total.
Sem saber, elas haviam ido ao mesmo shopping em que trabalhavam Eduardo e Fábio.
As duas almoçaram e depois seguiram para a melhor parte (para quem é rico, é claro!): as compras!
Compraram de tudo (inclusive o que não precisavam!), blusas, vestidos, calças, botas, joias, sandálias, perfumes, bolsas, relógios e tudo mais que você pode ou não imaginar. Depois passaram na filial da Kisses, para ver como andavam as coisas.
Ao sair da loja, as duas estavam distraídas, conversando com um monte de sacolas nas mãos. Foi quando Crisângela se trombou com Eduardo, que estava em horário de alomoço conversando com Fábio e um copo vazio de sorvete na mão.
Os dois se esbarraram e foi motivo suficiente para começar uma briga.
- Ai me desculpe, eu sou meio desastrado mesmo. - Disse Eduardo.
- Quem você pensa que é para esbarrar em mim?! - Perguntou Crisângela.
- Nossa! Eu já pedi desculpas! - Disse Eduardo.
- Não é questão de pedir desculpas, e sim de ter esbarrado em mim! - Disse Crisângela
- Mas não fui eu que esbarrei em você, nós dois esbarramos juntos! - Justificou Eduardo.
- Ah ta, mas e se o sorvete tivesse caído em mim? Oque você iria fazer? - Perguntou Crisângela.
- Mas não tinha sorvete nenhum no copo! Está vendo? - Disse Eduardo, mostrando o copo vazio.
- Mas e se tivesse? Teria caído na minha roupa, e você supostamente não teria dinheiro para comprar outro vestido desse! - Disse Crisângela após olhar para o crachá de trabalho de Eduardo.
- Mas não tem sorvete nenhum!!! Para de discutir por coisa que não existe! - Disse Eduardo, ja vermelho de tanta irritação.
Enquanto isso, Cláudia e Fábio faziam sinais de que seus amigos não eram muito normais e jogavam um charminho ao outro ao mesmo tempo.
Eduardo olha para o lado e vê na Kisses um cartaz de Crisângela.
- Ah, entendi o porque de tanta arrogância! Só podia ser a patricinha da Crisângela Torres. - Disse Eduardo.
- Com muito orgulho sou eu mesma! E a propósito, melhor ser patricinha do que um pobretão como você! - Disse Crisângela.
- Eu não sou pobretão! E olha como fala comigo! - Disse Eduardo.
- Não é pobretão mas trabalha no shopping! - Disse Crisângela.
- E o que tem de mais em trabalhar no shopping? Se liga, você não passa de uma mulher fútil que só liga para o próprio cabelo! - Disse Eduardo.
- E você que não é rico? - Perguntou Crisãngela.
- Ah, vai se... - Disse Eduardo.
Nessa hora, Cláudia e Fábio perceberam que a discussão estava tomando outro rumo e interromperam a briga.
- Vamos amiga, a gente tem que voltar para a empresa. - Disse Cláudia.
- E nós para o trabalho. - Disse Fábio.
Então os dois se separaram e voltaram a fazer o que estavam fazendo antes.
Duas horas depois e ainda no shopping:
- Como aquele cara teve coragem de falar comigo daquele jeito? - Perguntou Crisângela.
- Aff, ja se passaram duas horas e você ainda está pensando nisso? - Respondeu Cláudia.
- É que nunca ninguém falou comigo daquele jeito! - Disse Crisângela.
- Desencana, ele é só um qualquer. - Disse Cláudia.
- Mas é que... - Ia dizendo Crisângela.
- ...Amiga! To começando a achar que você está pensando demais nele. - Interrompeu Cláudia.
- Eu não! Ta louca?! Não vou perder meu tempo precioso pensando num pobre como ele! - Disse Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
- Quer saber de uma coisa? Já passamos o dia inteiro aqui, vamos embora! - Disse Crisângela.
- Tem razão! Vamos embora vai. - Disse Cláudia.
Enquanto isso, na agência de turismo:
- Não imaginava que Crisângela Torres fosse tão ''intocável'', que chegasse a aquele ponto! - Disse Eduardo.
- Nossa! Não vai me falar que você ainda está pensando nela? Já se passaram duas horas! - Disse Fábio.
- Mas é que ela me deixa nervoso, com aquele nariz empinado! - Exclamou Eduardo.
- Aquilo é plástica. - Disse Fábio.
- Você entendeu o que eu disse! - Disse Eduardo olhando com uma cara feia ao amigo.
- O que eu quero dizer é que é para você esquecer isso. Quer dizer, já se passaram duas horas e foi só um esbarrão. Deixa isso para lá! - Disse Fábio.
- Ah, quer saber de uma coisa? Você está certo, deixa isso para lá. - Disse Eduardo.
- E por sorte, o nosso expediente já acabou. - Disse Fábio.
- Vamos logo embora vai! - Disse Eduardo se apressando.
Eduardo e Fábio foram para suas casas, hoje um pouco mais cedo.
Enquanto isso, Crisângela e Cláudia chegavam novamente à empresa para pegarem seus carros e irem embora.
- Hoje foi um ótimo dia! Não foi amiga? - Perguntou Cláudia.
- Quase ótimo você quiz dizer. - Respondeu Crisângela.
- Não começa Crisângela Torres! - Disse Cláudia.
- Ta bom, ta bom! Foi um ótimo dia! Está bom para você agora? - Perguntou Crisângela.
- Melhorou. - Disse Cláudia.
- (risos) - Crisângela.
- (risos) - Cláudia.
-Até amanhã, ...ClauClau! - Disse Crisângela.
- ClauClau? De onde você desenterrou esse nome? - Perguntou Cláudia.
- Da faculdade. Lembra? - Perguntou Crisângela.
- Infelizmente lembro. Eu odiava esse nome. Aliás, odeio. - Disse Cláudia.
- Mas eu não! - Disse Crisângela enquanto ria.
- Até amanhã para você também. - Disse Cláudia meio injuriada.
- Até. - Respondeu Crisãngela.
Nisso, as duas entraram em seus carros e foram para casa.
Crisângela, apesar de não saber o motivo ao certo continuava pensando em Eduardo, assim como ele continuava pensando nela.
Ela chegou em sua mansão rosa, jantou, tomou banho, colocou seu pijama rosa e estava vendo tv em seu quarto abraçada com sua cachorrinha chamada Pig.
- Ai Pig, hoje eu trombei num cara (que não era rico) e a gente discutiu, e tipo, agora eu não consigo parar de pensar nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig incrivelmente se comunicando com sua dona.
- O que? Você acha que eu encontrei algo de especial nele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig.
- Será? hum, ...Acho que não, exceto pelo fato de ninguém nunca ter falado comigo da jeito que ele falou. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não foi isso que fez eu ficar pensando nele! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Perguntou Pig.
- O nome dele é Eduardo, estava no crachá. Mas porque você quer saber o nome dele? - Perguntou Crisângela.
- (latidos) - Afirmou Pig com toda a certeza do mundo.
- Pig, você ta maluca? Eu não estou gostando do tal Eduardo. - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Não to não! - Disse Crisângela.
- (latidos) - Disse Pig.
- Já falei que não estou! - Disse Crisângela.
- Sabe Pig, ás vezes você me irrita profundamente! - Disse Crisângela enquanto se levantava e pegava Pig no colo.
Crisângela, com um pouco de raiva jogou Pig pela janela. Alguns segundos depois ouviram-se uns grunhidos e Crisângela percebeu o que fez.
- Oh my God! Eu joguei minha cadelinha pela janela! - Disse Crisângela assustada.
- Mamãe vai te salvar! - Gritou Crisângela desesperada.
Ela saiu correndo de pijama, gritando e chorando, com medo de que algo tivesse acontecido com a Pig. Nisso, os empregados acordaram assustados e saíram correndo para ver oque estava acontecendo.
Crisângela chegou ao local do onde estava sua cachorrinha e logo atrás chegaram seus empregados.
- Pig! Pig! Fala comigo Pig, por favor! - Gritava Crisângela desesperada.
- Me desculpa Pig, agora acorda vai, não deixa sua mãe assim! - Gritava Crisângela.
- Me diz que você está viva! Por favor, me diz isso! - Gritava Crisângela.
- Faça qualquer coisa, mas não entre na luz! - Disse Crisângela enquanto recolhia a Pig.
- Me desculpa bebê, me desculpa! - Disse Crisângela em uma última tentativa.
De repente, Crisângela recebe uma lambida no rosto, sinal de que Pig estava viva.
Ela levanta a cadela e grita:
- Está viva! Está viva! Está viva! -
Sem entender nada, os empregados perguntam:
- Mas afinal o que aconteceu? -
-Essa doida jogou a própria cachorra pela janela! - Exclamou a vizinha da casa ao lado.
Os empregados se olharam assustados e Crisângela disse:
- É, pode até ser, ...Mas já está tudo bem agora. -
- Não seria melhor levar Pig ao veterinário? - Perguntou Jerse.
- Não! Ela está muito bem agora! - Disse Crisângela voltando para dentro de casa.
- Se precisar de algo mais é só chamar. - Disse Sarah.
- Não precisarei. - Disse Crisângela.
Após isso, as coisas se acalmaram e todos voltaram a dormir.